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Duas notícias sobre os problemas com as rachaduras do A380.


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Airbus descobre mais rachaduras nas asas do superavião A380

 

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PARIS, 19 Jan (Reuters) - A Airbus disse nesta quinta-feira (19) que descobriu mais rachaduras nas asas de dois superaviões A380, mas ressaltou que o maior avião de passageiros do mundo continuava seguro para voar.

 

 

O anúncio foi feito duas semanas após os primeiros relatos de pequenas rachaduras nas asas do modelo de dois andares e 525 lugares, a serviço há somente quatro anos.

"A Airbus confirma que algumas outras rachaduras foram encontradas (...) nas asas de alguns A380", declarou a fabricante em comunicado.

"A Airbus enfatiza que essas rachaduras não afetam a operação segura da aeronave", acrescentou.

A Autoridade Europeia para a Segurança na Aviação (Easa, na sigla em inglês) reiterou que emitirá na sexta-feira uma ordem de vistorias de precaução.

O último problema envolvendo rachaduras foi descoberto em duas aeronaves durante uma inspeção que acontece a cada dois anos, segundo uma porta-voz da Airbus. Ela se negou a identificar as companhias que operavam os aviões.

A Airbus, subsidiária da EADS, até agora entregou 68 superaviões, começando com a Singapore Airlines em dezembro de 2007, seguida por Emirates e Qantas Airways.

Entre outras companhias estão Air France, Lufthansa, Korean Air e China Southern.

Os outros problemas foram descobertos no mesmo tipo de peça dos primeiros relatos, um suporte em forma de "L" que conecta o exterior da asa com a estrutura interna.

As asas do A380 são feitas em Broughton, no norte de Gales, e enviadas à sede da Airbus em Toulouse, na França, para a montagem final.

O jornal do setor "Air Transporte Intelligence" disse que os suportes, conhecidos como "rib feet", foram sobrecarregados durante o processo de fabricação e que isso estava sendo corrigido.

O A380 -desenvolvido a um custo estimado de 12 bilhões de euros e construído no Reino Unido, França, Alemanha e Espanha- tem espaço suficiente em suas asas para abrigar 70 carros. A envergadura é de 79,8 metros.

 

 

 

 

 

09/01/2012 - 16h52

 

Engenheiros dizem que avião gigante da Airbus deve ser tirado de uso

 

 

Do UOL, em São Paulo

 

 

O avião gigante da Airbus, o A380, maior aeronave de passageiros do mundo, deveria ser retirado de uso após terem sido detectadas rachaduras nas asas, segundo a Associação de Engenheiros Aeronáuticos da Austrália, informa a imprensa britânica.

As rachaduras nas estruturas das asas foram descobertas na semana passada pelas empresas Qantas e Singapore Airlines. As duas companhias aéreas afirmaram que as fendas não significam uma ameaça à segurança dos passageiros, e que os consertos já foram feitos

A Airbus disse já ter descoberto a origem do problema, e ter desenvolvido um procedimento de inspeção e conserto, que deve ser posto em prática durante a revisão de rotina, que ocorre a cada quatro anos.

"Não podemos continuar a arriscar a vida de pessoas e permitir que essas aeronaves voem, esperando que cheguem até a revisão a cada quatro anos”, disse Steve Purvinas, secretário da associação de engenheiros aeronáuticos da Austrália, em entrevista ao jornal “Daily Mail”.

No total, 67 aeronaves A380 estão em circulação em todo o mundo --ainda não operam no Brasil. O avião tem capacidade para 525 passageiros.

 

Fonte Uol.

 

link das duas reportagens:

 

http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2012/01/19/airbus-descobre-mais-rachaduras-nas-asas-do-superaviao-a380.jhtm

 

http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2012/01/09/engenheiros-dizem-que-aviao-gigante-da-airbus-deve-ser-tirado-de-uso.jhtm

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eu creio que tenha que se aperfeiçoar o método de fabricação dessas asas. Remendos nunca são bem vindos.

 

Pelo sim pelo nao, estou preferindo ir de 330, 67, 777 ou 47 de Miami p Europa.

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eu creio que tenha que se aperfeiçoar o método de fabricação dessas asas. Remendos nunca são bem vindos.

bacalhau é remendo.

e olha, o que tem de avião cheio de bacalhau por ai...

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Que coisa ridícula essas viúvas da Boeing tentando fazer terrorismo empresarial querendo arranhar a imagem do A380.

 

Será que a Associação de Engenheiros Aeronáuticos da Austrália vai tirar do ar os 747 da Quantas que estão abrindo buracos em pleno voo?

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Não lembro qual foi o avião, 707 ou Electra que tinha problema de rachaduras e o faxineiro da fábrica disse pra colocar uns buracos de alívio igual do papel higiênico.

Por que não fazer isso no A380? Quem sabe pelo menos não limpa a merd* que os engenheiros da Airbus tem feito com esse avião....

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bacalhau é remendo.

e olha, o que tem de avião cheio de bacalhau por ai...

 

Nos breguinhas da Vasp já não existia fuselagem.... era bacalhau para tudo quanto era lado....

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Não lembro qual foi o avião, 707 ou Electra que tinha problema de rachaduras e o faxineiro da fábrica disse pra colocar uns buracos de alívio igual do papel higiênico.

Por que não fazer isso no A380? Quem sabe pelo menos não limpa a merd* que os engenheiros da Airbus tem feito com esse avião....

porque o problema não é na engenharia do produto. está na fabricação.

Tudo comeca com uma pequena rachadura...

que se não for identificada e reparada, continua a crescer.

mas espera, ela já foi identificada e já emitiram um boletim sobre como reparar...

ah tá.

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Simplesmente ridícula a nota dizendo que o A380 deve ser retirado de circulação.. como se não fosse perfeitamente normal acontecimentos desse tipo

 

eu creio que tenha que se aperfeiçoar o método de fabricação dessas asas. Remendos nunca são bem vindos.

 

Então os 733 da Webjet devem ser banidos dos céus! Aquilo é remendo em forma de avião.

 

"Remendos" são projetados, estudados e aprovados por pessoas competentes pra isso

 

 

 

Não lembro qual foi o avião, 707 ou Electra que tinha problema de rachaduras e o faxineiro da fábrica disse pra colocar uns buracos de alívio igual do papel higiênico.

Por que não fazer isso no A380? Quem sabe pelo menos não limpa a merd* que os engenheiros da Airbus tem feito com esse avião....

 

que merd*? TODO projeto de um avião desse porte passa por esse tipo de dificuldade

o maior sucesso de vendas da história, 737, teve 3 acidentados por um defeito em um atuador hidráulico do leme, por exemplo

entre inúmeros outros aviões que tiveram algum tipo de problema. pra isso existem as diretrizes de aeronavegabilidade

 

Você realmente acha que é possível, em projeto, determinar TODAS as falhas que uma máquina desse porte vai apresentar e resolver isso, para que quando construída, essa maquina seja simplesmente perfeita? Claro que não é. A Airbus já descobriu o problema e está solucionando, e nenhum se acidentou ainda

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Com certeza não precisa ser retirado de circulação. Reitero que o método de fabricação das asas é algo a ser repensado, pois apesar da aeronave ser nova, o projeto até onde sei nem tanto.

 

Mas o que eu não concordo são aeronaves demasiadamente gigantes, tenho o sentimento que se essa for a "tendência", teremos menos empregos para pilotos. 1 avião que vale por 2, quantas tripulações a menos..??

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Que coisa ridícula essas viúvas da Boeing tentando fazer terrorismo empresarial querendo arranhar a imagem do A380.

 

Será que a Associação de Engenheiros Aeronáuticos da Austrália vai tirar do ar os 747 da Quantas que estão abrindo buracos em pleno voo?

:bananarider: :joinha: Falou tudo mano velho!

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Lembrem da regra do sangue da aviação galera...

 

Só vão parado avião se cair um e morrer muita gente...

 

Fora isso, vai continuar voando sim senhor!

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Só me preocupa que as rachaduras na estrutura de suporte das asas só foram descobertas POR ACASO quando uma outra coisa aconteceu num motor RR naquele acidente...

 

Ou seja, RÁPIDO DEMAIS para mim, leigo e sonso, palpiteiro e mero espectador do processo... ( Isso evitará os quotes de fanáticos lunáticos e similares que querem cruxificar qualquer manifestação técnica que aparece, como se tudo fosse mero palpite de leigo em boteco, se o bom Deus o permitir... Hehehehe ) já saiu boletim...

 

Então se saiu boletim, então resolveu ? O que elimina um problema não é o boletim, é serviço, manutenção, mudança, conseeeeeerto, enfim,,,

Saiu boletim, pronto... Pronto ???? É o seguinte então... Boletim: tem que trocar todas as peças XYZ porque elas tem vicios de fabricação e podem quebrar...

Nossas simulações dizem que elas vão quebrar de vez em média em 8 anos, então dentro desses 4 próximos a gente vai trocando a coisa discretamente, OK ???

Boletim é papel, é mercado, é marketing, é estatístico, é jurídico, é ações na bolsa, quem dera boletim fosse somente e exclusivamente técnico...

 

 

A descoberta foi por acaso, recente, inesperada, estrutural, não envolvida com engenharia, mas com produção,

foi descoberta em N unidades de uma só vez, sem nenhuma noção de seu princípio, e

já estudaram todo a curva gráfica e linha de eventos e consequências das rachaduras... SEI !!!!

 

Sorry, mas não confio em boletim de acompanhamento nem pensar, prefiro mil vezes confiar em bacalhau, como disse o Coisa Ruim... Hehehehehe

 

Vejam aonde chegamos... Boletim de Acompanhamento de rachaduras de vício de fabricação em estrutura de sustentação descobertas por mero acaso, em fase já adiantada...

 

Eu hein ??? 747 "ne mim" enquanto não vem o bacalhau... HHAHAHAHAHAHAHA MEDO !!! MUITO MEDO !!!

amigo, sobre o final do seu post, você realmente acha que isso não pode acontecer com um 747? 747 tem ANOS de produção, eu tenho certeza absoluta que em algum momento da sua existência alguma coisa desse tipo foi descoberta nele e foi lançada uma DA pra ele e todo mundo teve que consertar

 

agora com o novo 747-8, novas asas, novos motores, fuselagem maior, pode ter certeza que esse tipo de coisa vai acontecer do mesmo jeito. A sorte da Boeing é que ela não tem uma legião de fãs da Airbus prontinha pra meter o pau nela a qualquer novo probleminha que apareça.

 

Não foi descoberto por acaso, foi descoberto em inspeção de rotina, a cada 2 anos, por isso foi descoberto em várias unidades de uma vez, todas essas unidades passaram pela inspeção, que como podemos ver, foi bem feita, tão bem feita como será o acompanhamento e o conserto disso, e de qualquer outro problema que venha a acontecer. Eu continuo confiando no A380 eatamente do mesmo jeito que confio no 747 ;)

 

 

Outra coisa, estamos falando com a segunda maior fabricantes de aviões do mundo, não é uma empresinha qualquer, apesar de todo o preconceito, é uma empresa séria.

O avião em questão é algo tão monstruoso e caro que somente a elite das empresas aéreas opera ele, são outras empresas confiáveis, e que vão seguir à risca tudo que tiver ser feito nos seus aviões para mantê-los em perfeitas condições de voo. Olha o nosso aso aqui, a Gol tem um setor de manutenção de voeing 737 simplesmente magnífico, sensacional, os 737 dela são tratados pão de ló, o que dizer então de uma Singapore, Emirates, Qantas... esem esquecer, da própria Airbus??

 

 

Pode confiar amigo, não só em bacalha, pode confiar na baleia voadora também, apesar de feia, ela vai voar por um bom tempo ainda!

 

abraço

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Lembrem da regra do sangue da aviação galera...

 

Só vão parado avião se cair um e morrer muita gente...

 

Fora isso, vai continuar voando sim senhor!

cair um? o dc-10 caiu quantos para resolverem o problema da porta de carga?

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Meus prezados:

AIRBUS - Reguladores acham novas rachaduras em asas do A380

 

Publicado The Wall Street Journal

Por DANIEL MICHAELS e ANDY PASZTOR

 

Reguladores europeus de segurança aérea estão prontos para ordenar um reforço nas inspeções para combater novas rachaduras encontradas em alguns componentes estruturais dentro das asas do superjumbo Airbus A380, segundo autoridades governamentais e da indústria aeronáutica.

 

A esperada diretriz da Agência Europeia de Segurança da Aviação (Aesa), que talvez seja anunciada nos próximos dias, marca a segunda vez nos últimos meses em que autoridades da indústria aérea e de vários governos concentram a atenção nas rachaduras dentro das asas do A380. A iniciativa mais recente destaca os programas de manutenção, em aperfeiçoamento, destinados a detectar e remediar questões estruturais, por vezes durante a introdução de novos modelos de aviões ou nos primeiros meses de uso.

 

Um porta-voz da Airbus, divisão da European Aeronautic Defence & Space Co., confirmou a descoberta de novas rachaduras em componentes da asa nos seus jatos superjumbo A380. Mas disse que as fissuras, que são distintas daquelas já encontradas em vários aviões, não afetam a segurança da aeronave de dois andares.

 

Todas as rachaduras foram encontradas nos suportes em forma de L que prendem o revestimento metálico das asas às barras estruturais dentro delas, disse o porta-voz Stefan Schaffrath. Ele acrescentou que a Airbus já criou, juntamente com a Aesa, um programa de inspeção e reparação da primeira categoria de rachaduras. Os reparos no segundo tipo são idênticos, segundo pessoas a par dos planos: consistem em substituir os suportes afetados. Os novos A380s atualmente em produção vão incorporar mudanças para resolver o problema, disse uma dessas pessoas.

 

As rachaduras iniciais, originadas em furos feitos para a fixação dos suportes, foram associadas a problemas de produção resultantes de uma combinação da liga metálica dos suportes e da maneira como eles são presos às barras que formam a estrutura. A causa do segundo tipo de fissura, que foi encontrado em outra parte dos suportes em dois A380, ainda não foi totalmente determinada, disseram as pessoas a par da situação.

 

Um porta-voz da Aesa disse que a agência, uma divisão da União Europeia, está em negociações com a Airbus sobre a questão. A Aesa pode emitir ordens oficiais às companhias aéreas, conhecidas como "diretivas de aeronavegabilidade", ainda nesta semana, disseram as pessoas a par da situação. Espera-se que órgãos reguladores de outros países sigam o exemplo da Aesa.

 

A rachaduras foram encontradas inicialmente nos suportes das asas durante inspeções de um A380 da australiana Qantas Airways Ltd. que sofreu uma explosão do motor em pleno ar após decolar de Cingapura, em novembro de 2010. Inspeções subsequentes encontraram rachaduras semelhantes em vários dos 68 superjumbos que hoje são operados por sete companhias aéreas.

 

A Airbus qualificou as rachaduras originais como "pequenas". As inspeções também detectaram o segundo tipo de fissuras, disse Schaffrath.

 

A fabricante havia orientado as companhias aéreas para inspecionar a primeira categoria de fissuras durante as grandes operações de controle e manutenção realizadas rotineiramente a cada quatro anos, e reparar as que forem encontradas. Agora a Airbus está debatendo com a Aesa se deve modificar essas instruções de modo a incorporar as descobertas mais recentes. Ainda não está claro qual será a frequência e a urgência de quaisquer novas inspeções.

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Será que a Associação de Engenheiros Aeronáuticos da Austrália vai tirar do ar os 747 da Quantas que estão abrindo buracos em pleno voo?

 

Desde que fique comprovado que há um problema que possa comprometer a operação e as medidas aplicadas foram insuficientes para sana-lo, qualquer aeronave estará sujeita a diversos tipos de restrições, como, inclusive, a sua manutenção em solo até que seja encontrada uma forma adequada para opera-la com segurança (* ver notícia abaixo). E essa é no momento a preocupação da comunidade aeronáutica em relação ao A380 e o que suas rachaduras descobertas por acaso podem ocasionar com o passar do tempo.

 

Toda aplicação de medidas – provisórias ou definitivas – é baseada em dados coletados, sendo que boa parte é proveniente da operação do dia a dia. Quando ocorre uma anormalidade, sempre haverá a necessidade de reunir informações consistentes antes de serem repassadas a todos os interessados os procedimentos que devem ser seguidos. No caso desse único episódio envolvendo um 747 da Qantas, que teve sua fuselagem danificada pela ruptura de um cilindro de oxigênio, foi feita uma séria investigação e as empresas foram notificadas do andamento da avaliação e a respeito dos passos que deveriam ser cumpridos. Portanto, quanto aos "recalls" das aeronaves, absolutamente nada é feito de forma aleatória ou tendenciosa.

 

Nos breguinhas da Vasp já não existia fuselagem.... era bacalhau para tudo quanto era lado....

 

Cada caso é um caso. Inicialmente, é importante definir o motivo. Pode ser que o fabricante emitiu uma AD aplicável à uma determinada sequência de S/N por ter sido constatado um defeito que era esperado acontecer ao atingir determinado tempo (ou ciclo). Ou surgiu um problema repentino, obviamente inesperado. Ou, quem sabe, uma determinada aeronave sofreu danos na sua estrutura que necessitou conserto.

 

De qualquer forma, todos esses reparos seguem gabaritos pré-definidos, e a aparência em si não significa absolutamente nada, principalmente quando há um devido esclarecimento técnico.

 

... o dc-10 caiu quantos para resolverem o problema da porta de carga?

 

Apenas um (THY, em Orly). O outro caso (AA, em Chicago) foi motivado pelo pylon do motor. Porém, nos dois episódios é possível notar que houve falha combinada, entre deficiência de projeto e erros de manuseio.

 

A respeito da porta de carga, mesmo após a incorporação das modificações necessárias, os F/Es sempre desciam para inspecionar visualmente o fechamento e o correto travamento. Quanto aos pylons, todos os operadores, mesmo aqueles que voavam séries diferentes do avião da American (DC-10-10) foram orientados a inspecionar a fixação. A Varig, na época, colocou em solo todos os seus 5 DC-10-30 e fez as retificações exigidas. Pressionada pela opinião pública, a McDonnell Douglas fez por algum tempo uma intensa campanha de recuperação do DC-10 (por sinal, uma aeronave excelente), fortemente apoiada na imagem do seu então vice-presidente, o ex-astronauta Charles Conrad Jr.

 

Mas no meio de todo esse tiroteio que se armou nesse tópico relacionado com um problema com uma aeronave de projeto recente e que por motivos óbvios toda a indústria está interessada no andamento desse processo, talvez pela simples razão da importância da segurança de voo, ou pelo (nem sempre declarado) motivo dos custos (financeiros ou de imagem) que podem ser gerados, ou pelo imprevisível desdobramento que poderá inclusive alterar o rumo de um monte de coisas, como por exemplo, a utilização de certos materiais e de novos métodos na construção dos aviões da atual e da futura geração, é importante observar que após um acidente ou incidente nem sempre todos os operadores são afetados. A Varig, por exemplo, não foi consideravelmente prejudicada quando o reverso do 767 da Lauda Air abriu em voo, porque seus motores eram de outro fabricante (GE). No entanto, anos depois, a própria Varig esteve envolvida num sério episódio e quase perdeu um dos seus 767, quando o VNN, durante o início da decolagem em GRU, teve fogo incontrolável no motor 2. A partir desse caso, foi emitida uma AD que exigia a remoção urgente dos motores GE CF6-50 e -80 que estavam sujeitos à uma determinada ruptura no compressor de alta pressão.

 

Pessoal, em resumo, botar uma aeronave para voar é coisa séria, e a rivalidade, quando surge, encerra-se a partir do instante que todos sabem que um dia, de uma forma ou de outra, podem ser afetados, e quando isso acontece, "não tem para ninguém", quer seja a Boeing ou a Airbus ou a nossa Embraer.

 

============================

 

* A respeito de parada de aeronaves:

 

Australia's military has grounded its fleet of Black Hawk helicopters after fractured bolts were found during a routine inspection, the defence ministry said on Saturday. The 33-aircraft fleet was temporarily grounded on Thursday for further safety checks, although exceptions were made for three aircraft in East Timor required for medical evacuations, the ministry said in a statement.

 

"The precautionary suspension will remain in place to allow an investigation into the cause of the fracture to be completed," Colonel Stephen Evans, acting director general, aviation, said in the statement.

 

The Black Hawk is manufactured by U.S. helicopter giant Sikorsky Aircraft Corporation. The defence ministry said Navy Seahawk operations had not been suspended as the Seahawk differed significantly in the affected area.

 

Fonte: Reuters (Jan 21, 2012)

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Não foi descoberto por acaso, foi descoberto em inspeção de rotina, a cada 2 anos, por isso foi descoberto em várias unidades de uma vez, todas essas unidades passaram pela inspeção, que como podemos ver, foi bem feita, tão bem feita como será o acompanhamento e o conserto disso, e de qualquer outro problema que venha a acontecer. Eu continuo confiando no A380 eatamente do mesmo jeito que confio no

 

Fala A320,

 

Véio, de onde vc tirou isso? Todos os artigos que li relataram que foi por acaso na inpeção do Qantas que esfarelou. Mandaram fazer em outros e encontraram também, desculpe-me perguntar, mas vc lê inglês? De repente a informação escapou à tua leitura...

 

cair um? o dc-10 caiu quantos para resolverem o problema da porta de carga?

 

Um caiu e outro quase se esfarelou, mas conseguiu pousar.... Regra do sangue...

 

Abcs,

 

Sydy

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Oi Gucky,

 

Obrigado, mas a intenção não foi mal-tratar o A320. Pelo contrário. Foi ajudá-lo!

 

É que, às vezes, a leitura rápida perde uma informação importante.

 

A320, esse Gucky é um sacan.. Safado! Hehehehehe não pega pilha, senão piora. :coolface:

 

Mas falando sério. Coisas desse tipo acontecem nos mais variados projetos. Tenho certeza que a Airbus sairá com uma solução de engenharia para tais rachaduras. De qualquer forma, achar essas rachaduras agora foi muito prematuro e não antecipado, pode ter certeza. E isso não é bom para o projeto como um todo!

 

O A380 ainda vai nos trazer muitas surpresas, pode contar com isso.

 

Ah! Não espere pra ler essas informações em sites em português. Assine a newsletter da BC&A. É de graça e tem muita informação. Eu assino trocentas revistas pra Cross-checar as informações e os trends de mercado. Eu nunca espero pra ler na Flap... Por sinal, a Asas desse mês tá bem legal!

 

Abraços,

 

Sydy

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Essa foto foi no último dia do MDzão, indo embora, repara o nenem chorando...

 

Poxa... Que tristeza...

 

Bons tempos...

 

Abração,

 

Sydy

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Gucky,

 

Não iria entrar em tantos detalhes como vc, até pq não tenho essa capacidade, mas o engraçado foi como eu fui criticado que o futuro era negro pro 380 quando postei logo que acharam as rachaduras...

 

Algumas pessoas, além de inocentes, não conhecem processo produtivo (e suas ramificações)... Ai nem dá pra argumentar.

 

Vamos ver o que vai acontecer.

 

Abração,

 

Sydy

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