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‘Estamos mais preparados para apanhar’,


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Empresa é a nova “dona” do Aeroporto de Guarulhos e opera Metrô do Rio

 

RIO — Um carioca estará à frente do maior aeroporto do país, o paulista Guarulhos. Mas esse economista, torcedor do Fluminense e pai de quatro filhos, não gosta da rivalidade e fará de tudo para transforar o aeroporto no melhor do país, após sua empresa oferecer R$ 16,2 bilhões pelo terminal. Mas o aeroporto estará perto do ideal, em seus planos, apenas em 2016. Até 2013, ele está preparado para as críticas e usará a experiência com o Metrô Rio para absorvê-las. Ele acredita que a operação será lucrativa — mesmo com o ágio bilionário — e não vê os trens para os aeroportos como prioritários agora: “Não vejo alguém chegando de um voo internacional e indo com suas malas a um trem”.

O GLOBO: Vocês tinham margem para ampliar a proposta por Guarulhos, se a disputa chegasse aos lances por viva-voz?

[/left]

GUSTAVO ROCHA: Se a gente tinha bala ou não é segredo. A maneira que o leilão foi estruturado levava a gente a ter uma estratégia de proposta. Nós pensamos na nossa e fomos acertados. Quando um processo desses vai para a disputa por viva-voz você entra em um leilão com resultado imprevisível, pois em algum momento pode entrar o fator emoção em detrimento do fator razão. Nós realmente tentamos dar uma proposta alta para tentar inibir o viva-voz.

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O GLOBO:O senhor se surpreendeu com os lances?

[/left]

ROCHA: Minha supressa foram os valores baixos de determinados grupos. Quem estudou os três aeroportos sabe do potencial deles. Tem quem diga que nossa proposta final por Guarulhos, R$ 16,2 bilhões, foi muito alta. Mas houve dois grupos na casa dos R$ 12 bilhões, uma diferença entre 15% e 20% da nossa proposta, o que não é muito um leilão como esse.

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O GLOBO:O valor pedido pelo governo estava muito baixo?

[/left]

ROCHA: Não acho, o ágio elevado só ocorreu porque o governo fez um estudo. E que é muito mais fácil fazer um projeto baseado em outro, você pega um estudo e pensa em otimizá-lo, isso é sempre mais fácil que fazer um primeiro projeto. Nosso estudo foi longo, de quase oito meses, com quase 100 pessoas envolvidas.

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O GLOBO:Vocês pagaram um ágio muito alto?

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ROCHA: No caso do aeroporto de Viracopos, a proposta do vencedor foi 40% superior ao segundo lugar. Em Brasília, após a disputa, ficou 50% acima da proposta inicial do segundo colocado. Em Guarulhos, oferecemos R$ 16,2 bilhões e o segundo colocado, R$ 12,8 bilhões. Evitamos o viva-voz, isso mostra que nossa estratégia foi muito acertada.

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O GLOBO:Então o leilão não saiu caro?

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ROCHA: Bom, pela própria regra do leilão barato não é (risos). (Pagar) R$ 16 bilhões nunca é barato, mas acho que saiu justo. Para nós é um valor interessante e viável, vamos surpreender nosso acionista com o retorno.

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O GLOBO:Qual o retorno esperado?

[/left]

ROCHA: A questão do retorno eu não posso falar, é uma questão de empresa. Mas se você olhar um projeto como Guarulhos, pelos parâmetros de mercado, uma transação privada, o nível de retorno em termos reais fica entre 8% e 8,5%. Nós estamos procurando dar um retorno acima disso. Mas não posso dar os números.

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O GLOBO:O senhor acredita que terá entre 50 milhões de passageiros em 2016?

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ROCHA: Isso saiu errado. Esse valor será por volta de 2020, 2022. Nossa expectativa é crescer por volta de 5%, 6% ao ano. Embora isso tenha crescido muito acima disso, nossa expectativa é conservadora. Nos últimos 3 anos cresceu quase 20%.

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O GLOBO:Guarulhos vai continuar por muito tempo sendo o principal aeroporto do Brasil?

[/left]

ROCHA: Não temos nenhuma dúvida disso. Aqui é a porta de entrada do pais.

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O GLOBO:Esse leilão abre de fato a concorrência entre os aeroportos do país?

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ROCHA: A concorrência vai ocorrer até porque os grupos podem ter uma estratégia comercial de atuação, para atração de voos, que poderá levar a uma competição tarifária que será benéfica às empresas aéreas. Não poso dar muitos detalhes, mas isso é algo a ser observada ao longo do tempo.

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O GLOBO:Vai haver redução de tarifas para passageiros em alguns horários?

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ROCHA: Há a possibilidade de plano comercial livre então, para melhor utilização do aeroporto, isso pode ser levado em consideração no futuro.

[/left]

O GLOBO:Vocês tem algum plano para economizar com as obras previstas?

[/left]

ROCHA: Nós temos uma previsão de redução de custos de 10% aproximadamente e achamos que isso é factível, tendo um bom planejamento. E nós temos uma facilidade, temos a liberdade de trabalhar o projeto, fazer a engenharia e otimizar. As vezes você assume um projeto e fica preso, mas agora temos uma boa visão de custos e benefício.

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O GLOBO:Mas estas reduções não podem surgir terminais que não sejam tão boas?

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ROCHA: A Invepar tem como filosofia maior cumprir os contratos, respeitar as regras e fazer todos os investimentos que nos comprometemos. A segunda grande preocupação da Invepar é que somos um grupo que não está aqui para construir um aeroporto , depois de dois anos vender e ir embora. A gente veio para ficar, estamos querendo ficar no mercado, nossos investimentos são de 30, 40, 50 anos e o que vier. Então não temos dúvida que, para isso, temos que investir em qualidade para o usuário final. É importante o relacionamento com o governo, é importante o relacionamento com o poder concedente, mas mais importante é o usuário, ele tem que estar feliz e ter um serviço de qualidade. Isso é para dizer que faremos um terminal adequando, bom, confortável e, claro, como investidor estaremos de olho nos custos, para não fazer algo desnecessário, mas tudo o que for necessário será feito.

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O GLOBO:Vocês pensam em criar a terceira pista?

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ROCHA: Nosso projeto é baseado apenas em duas pistas, o edital é muito claro com isso e com elas podemos chegar a 60 milhões de passageiros por ano. Mas, claro, como operadores estaremos de olho nisso e podemos vir a discussão sobre isso, mas qualquer ilação sobre isso é prematuro.

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O GLOBO:O que vai mudar no dia a dia do aeroporto?

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ROCHA: Esperamos oferecer um nível aeroportuário que existe nos aeroportos de outros países: a qualidade de serviço e atendimento. Mas também questões que dão mais conforto aos usuários, como estacionamento, lojas para consumir boas a um preço compatível, hotel, outras coisas que são fontes de renda para nós mas que vão trazer conforto ao usuário.

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O GLOBO:Vocês já estão negociando essa questão de renegociações de contratos das empresas instaladas no aeroporto?

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ROCHA: A gente tem que respeitar os contratos existentes. A maior parte dos contratos vencem ao longo de 2013 e 2014. No momento que vencerem os contratos a gente vai começar a aplicar a nossa estratégia comercial.

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O GLOBO:Mas essa estratégia não pode ser antecipada?

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ROCHA: Isso depende de caso a caso, não haverá uma renegociação unilateral, será uma renegociação quando for interessante, a negociação é comercial.

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O GLOBO:Vocês vão assumir mais a questão de pista?

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ROCHA: Não temos nenhum interesse de explorar isso, deve continuar como é hoje, será como é hoje, concessionado, e esse contrato será tratado da mesma forma que os demais.

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O GLOBO:Redução de tarifas do embarque dos passageiros é possível. Vocês planejam isso?

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ROCHA: Não, hoje a princípio temos as regras e não estamos pensando nisso, mas se em algum momento isso for interessante pela nossa estratégia comercial podemos pensar nisso, mas não está nos planos. Isso depende do próprio aprendizado que teremos com os clientes, passageiros. Mas também não podemos aumentar também. O teto está dado. Teve gente querendo criar uma sensação que vamos elevar as tarifas, renegociar. Esqueçam isso! A regra do edital está dada, as tarifas estão dadas.

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O GLOBO:Como será a relação com os outros órgãos?

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ROCHA: É um desafio mas é uma realidade, teremos um convivência e temos que ter um alinhamento de interesses e será uma relação construtiva, para que a gente no final preste o melhor serviço a quem interessa, que é o passageiro. E não é um desafio propriamente dito, porque todas as instituições querem facilitar a vida do passageiro, querem trabalhar melhor, então tem que ter uma habilidade de negociação, mas acho que temos essa capacidade de conviver e construir a seis mãos, oito mãos, dez mãos uma forma de operação que traga conforto para o passageiro.

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O GLOBO:Qual o principal desafio inicial?

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ROCHA: Construir o terceiro terminal de passageiros e fazer todas as obrigações para ficar pronto para a Copa de 2014.

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O GLOBO:Mas isso é viável para a Copa de 2014?

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ROCHA: Sim. O plano é assumirmos o aeroporto no início de maio. Teremos de 22 a 24 meses para fazer a obra. A Copa será em junho de 2014. Nosso objetivo é começar em agosto ou setembro, ou seja, teremos tempo para isso.

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O GLOBO:E será um terminal definitivo ou pode ser um “puxadinho”?

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ROCHA: O esforço todo é para ser um terminal definitivo, não tem porque fazer e gastar duas vezes. Acho que dá pra começar a obra até em julho.

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O GLOBO:A partir de maio vocês poderão ter novos sócios no aeroporto. Vocês planejam isso?

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ROCHA: Isso não está em nossos planos.

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O GLOBO:Mas vocês vão abrir o capital?

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ROCHA: Sim, a Invepar, mas é um projeto desde 2009, do grupo, ou seja, não tem relação com o aeroporto de Guarulhos. Nós somos uma empresa com oito concessões e isso já estava em andamento.

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O GLOBO:Guarulhos tem um espaço muito grande para crescer em receita não tarifária.

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ROCHA: Todos os aeroportos do Brasil tem esse espaço. A receita não-tarifária no Brasil é muito mal explorada. E não precisa nem ser um especialista para se perceber isso. Basta viajar lá para fora e ver que os aeroportos são lugares que dá para comer, dá para comprar, dá para fazer uma série de coisas. Aqui no Brasil tem quase nada, você oferece muito pouco ao passageiro, ao usuário. Guarulhos até tem um pouco mais, mas mesmo assim comparado com outros aeroportos, comparado em níveis internacionais, é muito pouco.

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O GLOBO:O também privatizado Viracopos pode concorrer com vocês e eles lutam para ter um acesso por trem para São Paulo. Como vocês veem isso?

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ROCHA: Guarulhos está a 27 km de São Paulo e Campinas a 100 km. Isso existe uma diferença enorme, um cara que chega sábado está em 20 min em casa e, saindo de Campinas, demora 1 hora e meia. Fora que um táxi de Guarulhos pra São Paulo custa R$ 90 e de Campinas custa R$ 300. A questão do trem terá que vir com uma mudança de padrão de consumo muito grande. Não imagino o passageiro internacional, que hoje representa 45% do movimento de Guarulhos, voltando de casa pegando um trem com várias malas para descer na Sé, ou no Campo de Marte e de lá pegar um táxi, não consigo visualizar isso. Fora que é um projeto que não é pra amanhã, nem para os próximos cinco anos. Para estar funcionando demora de oito a dez anos, e com isso já passou metade da nossa concessão, de 20 anos. E tem demanda também pra Campinas. Existe demanda, se nossas expectativas não estiverem erradas e elas são conservadoras, existe demanda para todos os aeroportos. E Guarulhos também tem outra questão, ele tem carga, tem um mix de receita interessante, tenho todos os tipos de clientes, não dependo apenas de um, todas as empresas aéreas do mundo estão de olho em Guarulhos, ao contrário de Campinas, que depende da Azul. Se a Azul mudar o hub dela de Campinas para outro lugar, Campinas vai sofrer imediatamente.

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O GLOBO:Mas vocês então não vão brigar para ter um trem para o aeroporto?

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ROCHA: Há questões culturais, mas isso pode mudar. Tudo muda. Mas o Guarulhos tem uma questão: o Rodoanel Norte prevê um outro acesso para Guarulhos. E o próprio Rodoanel, quando ficar completo, vai tirar caminhões da marginal do Tietê. Então tem uma tendência de melhorar o acesso e ter um outro acesso alternativo. Claro que a questão do acesso terrestre é importante.

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O GLOBO:A Invepar sempre foi citada como possível interessada no trem-bala. Ganhar Guarulhos amplia esse interesse?

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ROCHA: Nós somos um grupo focados em infraestrutura, estamos focados no crescimento. Estamos olhando e analisando todos os projetos de infraestrutura de transporte que nos interessam, mas dependem de sua viabilidade.

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O GLOBO:Mas em carga Guarulhos briga com Campinas hoje em dia?

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ROCHA: Guarulhos é maior um pouco que Campinas no volume de carga mas nossa carga é diferente. A nossa é a que vem na barriga do avião, enquanto que Campinas recebe aviões cargueiros. São tipos de clientes diferentes. Não temos competição direta, são players (competidores) de logística diferentes.

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O GLOBO:A Invepar vai ter ganhos de sinergia?

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ROCHA: A Invepar é estruturado , como responsável com o desenvolvimento de novos projetos, e temos diversas atividades que são sinérgicas entre as empresas, que trabalhamos aqui dentro. Guarulhos é um projeto que é muito grande e comporta uma grande estrutura. Temos uma parte muito boa de estruturação financeira, negociação com órgãos financiadores, e provavelmente não precisaremos colocar uma pessoa com este perfil no financeiro de Guarulhos, pode ser alguém mais focado no dia a dia. Essa lacuna de estruturação a Invepar supre. A questão de RH mais estratégico, por exemplo, pode ficar no grupo. Tem algumas coisas também de sistema e, no futuro, talvez uma sinergia na área de compras, suprimentos.

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O GLOBO:Como o operador só tem 10%, a Invepar será dominante?

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ROCHA: Sim, o sócio tem 10%, vai vir com seu know-how, mas é numa empresa controlada pela Invepar. E eu nem gosto de chamar de sócio operador, ele é sócio, é uma questão filosófica nossa, para ser sócio tem que estar alinhado ao interesse com o grupo, todos pensando no que for melhor para a SPE que será criada e envolvidos na geração de resultado. Quando fala do operador parece que ele só opera, recebe por isso e vai embora, e nós queremos alguém envolvido com os os nossos objetivos, por mais que ele seja minoritário.

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O GLOBO:No caso do Rio, as pessoas tem um pouco de receio com a Invepar por causa dos problemas do Metrô Rio. Como o senhor encara isso?

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ROCHA: Bom, nós compramos o Metrô Rio em março de 2009. E uma das razões para isso é que ele estava passando por um processo, que tinha renegociado um aditivo com o governo do estado, e nesse aditivo havia investimentos de R$ 1,2 bilhão para a renovação da frota, melhoria de questões operacionais e a construção das estações Cidade Nova e Uruguai. Todos esses investimentos estão sendo feitos e estamos melhorando a qualidade do serviço. Segundo, só para dar um número, eu gostaria que não tivesse nenhum problema com o Metrô Rio, mas o histórico do metrô é que o material rodante você não fez nenhuma compra desde 1982. Só em 1990 você colocou em circulação alguns trens que haviam sido comprados anteriormente, nós estamos falando de uma empresa que ficou sem investimento por 20 anos. Agora investimentos, nossos trens estão saindo da China provavelmente neste mês e provavelmente no meio do ano eles já começam a rodar, eles precisam chegar e passar por alguns testes. A Invepar pegou o metrô em um processo que estamos investindo. Estamos em um processo de melhoria. A principal característica disso é que, em 2009, o Metrô Rio transportava 550 mil passageiros/dia e operava no limite. O resultado do investimento que a gente fez foi a criação da estação Cidade Nova e a integração da linha 1 com a linha 2. Estamos transportando quase 700 mil passageiros por dia com a mesma frota. Queremos sempre que a nossa qualidade do serviço seja melhor, sempre nos comparamos com outros metrôs do mundo, estamos trabalhando para isso. Mas nosso trabalho lá não está pronto e não está onde gostaríamos que seria como o próprio aeroporto de Guarulhos, até 2013, não terá como fazer muito coisa, você pode melhorar, tentar resolver, mas depende de um tempo para fazer os investimentos e as coisas começarem a melhorar de fato.

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O GLOBO:Mas haverá um crescimento do Metrô?

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ROCHA: O mercado tem potencial, há passageiros, mas temos que colocar mais trens. Os primeiros começam agora agora, em julho, agosto, e todos os 18 estarão rodando até meados do ano que vem. Aumenta basicamente entre 50% a 60% a nossa frota. E vai dar pra gente uma folga operacional. Pouca gente sabe que hoje a gente opera o metrô com quase 100% da frota do dia e isso não é bom não, isso é pela falta de investimentos do passado. Hoje se você for olhar minha estrutura de manutenção é algo completamente atípico. Se você for lá no meio da tarde não vai ver ninguém trabalhando, mas no meio da madrugada haverá 300 pessoas trabalhando. Temos que nos superar todo o dia para conseguir o sistema rodando. Se tivéssemos uma utilização de 90% da frota, teríamos menos problemas, pois um trem que não esteja 100% ficaria fora, arrumando. Hoje o trem que não está 100% tem que circular, o que traz problemas, mas por outro lado, se tirarmos o trem, temos menos intervalo e menos conforto para os usuários.

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O GLOBO:Vocês estão preparados para apanhar?

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ROCHA: Espero que não apanhemos. Mas nós já tivemos um aprendizado muito grande em apanhar (com o Metrô Rio). Vamos estar mais preparados que estivemos no passado. Mas a operação de Guarulhos, em 2012 e 2013, corre o sério risco de receber uma série de críticas, por conta do projeto que a gente assumiu. Na hora que entrar o privado, quando tiver o primeiro problema, vão falar: ‘alá, está o operador privado e não mudou nada’. Mas daqui há dois, três anos, já vai se sentir uma diferença na Copa do Mundo e em quatro, cinco anos, aí realmente teremos uma situação muito diferente. Em 2014, já teremos dado um salto muito grande. E em 2016 nós já teremos um aeroporto próximo dos padrões que gostaríamos.

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O GLOBO:Vocês estão interessados em novos aeroportos?

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ROCHA: O grupo é focado em infraestrutura e todos os grandes projetos na área de transporte serão analisados e tomaremos decisão caso a caso.

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O GLOBO:O grupo registrou prejuízo em 2010 e o resultado até setembro também estava negativo. O ano passado fechou com prejuízo?

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ROCHA: Estes números eu não posso falar.

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O GLOBO:Mas a Invepar já conseguiu reverter suas perdas?

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ROCHA: Nós somos uma empresa focada em investimentos e hoje temos oito concessões, sendo que cinco delas estão em período de investimento. E na Infraestrutra você investe muito para uma demanda futura. Então não há nada de errado você não ter um resultado no primeiro ou no segundo ano. Se eu construir agora um terminal para 15 milhões de passageiros, não vou tê-los todos no primeiro ano. Então olhar a rentabilidade no momento não quer dizer muita coisa, temos que olhar se o projeto, se a demanda, está de acordo com o planejado, ver a projeção de demanda, de custo e todos estão de acordo.

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O GLOBO:Mas os outros aeroportos, como o Galeão, serão tão atrativos como este?

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ROCHA: Olha, o setor aeroportuário continua muito atrativo. O leilão demonstra o interesse. Se você pensa que o ritmo foi muito rápido, entre a publicação do edital e as propostas foram 45 dias e houve 10 grupos interessados, você mostra que há um interesse muito grande. Nos novos leilões, todos estarão melhores, governos, operadores, grupos, é um processo de aprendizagem. Podemos chegar e falar que o que foi R$ 16 bilhões, que agora assusta, pode no futuro mostrar que poderia ter sido 20, 25 e isso será bom, porque vai provar que eu paguei barato (risos).

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O GLOBO:Galeão é a grande jóia?

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ROCHA: O Brasil tem uma série de bons aeroportos. O potencial de crescimento do Brasil é impressionante. Hoje são 180 milhões de passageiros por ano. Em 2040, no último ano da concessão de Viracopos, pode ser de 650 milhões, 700 milhões de passageiros por ano.Sim, o BNDES é muito importante para o investimento de infraestrutra, pois é de longo prazo e com grandes investimentos. Por outro lado, é um investimento com menos riscos. Na crise de 2008/2009, enquanto a industria caiu, as rodovias continuaram crescendo, o mesmo aconteceu no ano passado. Mas acredito que o país está evoluindo em novos mecanismos, como derivativos. Espero que tenhamos mais opções no futuro.

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“Não vejo alguém chegando de um voo internacional e indo com suas malas a um trem”.

 

 

Claro, afinal de contas, por qual motivo alguém não iria querer pagar R$ 100,00 por um serviço de táxi mal prestado?

 

Ele deve ter hibernado em 1950 e acordado agora, pois só assim pra acreditar que todo passageiro de vôo internacional acende charutos com notas de 100.

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Posted · Hidden by MulekeMinduim, February 10, 2012 - Repetido
Hidden by MulekeMinduim, February 10, 2012 - Repetido

Empresa é a nova “dona” do Aeroporto de Guarulhos e opera Metrô do Rio

 

RIO — Um carioca estará à frente do maior aeroporto do país, o paulista Guarulhos. Mas esse economista, torcedor do Fluminense e pai de quatro filhos, não gosta da rivalidade e fará de tudo para transforar o aeroporto no melhor do país, após sua empresa oferecer R$ 16,2 bilhões pelo terminal. Mas o aeroporto estará perto do ideal, em seus planos, apenas em 2016. Até 2013, ele está preparado para as críticas e usará a experiência com o Metrô Rio para absorvê-las. Ele acredita que a operação será lucrativa — mesmo com o ágio bilionário — e não vê os trens para os aeroportos como prioritários agora: “Não vejo alguém chegando de um voo internacional e indo com suas malas a um trem”.

O GLOBO: Vocês tinham margem para ampliar a proposta por Guarulhos, se a disputa chegasse aos lances por viva-voz?

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GUSTAVO ROCHA: Se a gente tinha bala ou não é segredo. A maneira que o leilão foi estruturado levava a gente a ter uma estratégia de proposta. Nós pensamos na nossa e fomos acertados. Quando um processo desses vai para a disputa por viva-voz você entra em um leilão com resultado imprevisível, pois em algum momento pode entrar o fator emoção em detrimento do fator razão. Nós realmente tentamos dar uma proposta alta para tentar inibir o viva-voz.

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O GLOBO:O senhor se surpreendeu com os lances?

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ROCHA: Minha supressa foram os valores baixos de determinados grupos. Quem estudou os três aeroportos sabe do potencial deles. Tem quem diga que nossa proposta final por Guarulhos, R$ 16,2 bilhões, foi muito alta. Mas houve dois grupos na casa dos R$ 12 bilhões, uma diferença entre 15% e 20% da nossa proposta, o que não é muito um leilão como esse.

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O GLOBO:O valor pedido pelo governo estava muito baixo?

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ROCHA: Não acho, o ágio elevado só ocorreu porque o governo fez um estudo. E que é muito mais fácil fazer um projeto baseado em outro, você pega um estudo e pensa em otimizá-lo, isso é sempre mais fácil que fazer um primeiro projeto. Nosso estudo foi longo, de quase oito meses, com quase 100 pessoas envolvidas.

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O GLOBO:Vocês pagaram um ágio muito alto?

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ROCHA: No caso do aeroporto de Viracopos, a proposta do vencedor foi 40% superior ao segundo lugar. Em Brasília, após a disputa, ficou 50% acima da proposta inicial do segundo colocado. Em Guarulhos, oferecemos R$ 16,2 bilhões e o segundo colocado, R$ 12,8 bilhões. Evitamos o viva-voz, isso mostra que nossa estratégia foi muito acertada.

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O GLOBO:Então o leilão não saiu caro?

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ROCHA: Bom, pela própria regra do leilão barato não é (risos). (Pagar) R$ 16 bilhões nunca é barato, mas acho que saiu justo. Para nós é um valor interessante e viável, vamos surpreender nosso acionista com o retorno.

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O GLOBO:Qual o retorno esperado?

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ROCHA: A questão do retorno eu não posso falar, é uma questão de empresa. Mas se você olhar um projeto como Guarulhos, pelos parâmetros de mercado, uma transação privada, o nível de retorno em termos reais fica entre 8% e 8,5%. Nós estamos procurando dar um retorno acima disso. Mas não posso dar os números.

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O GLOBO:O senhor acredita que terá entre 50 milhões de passageiros em 2016?

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ROCHA: Isso saiu errado. Esse valor será por volta de 2020, 2022. Nossa expectativa é crescer por volta de 5%, 6% ao ano. Embora isso tenha crescido muito acima disso, nossa expectativa é conservadora. Nos últimos 3 anos cresceu quase 20%.

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O GLOBO:Guarulhos vai continuar por muito tempo sendo o principal aeroporto do Brasil?

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ROCHA: Não temos nenhuma dúvida disso. Aqui é a porta de entrada do pais.

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O GLOBO:Esse leilão abre de fato a concorrência entre os aeroportos do país?

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ROCHA: A concorrência vai ocorrer até porque os grupos podem ter uma estratégia comercial de atuação, para atração de voos, que poderá levar a uma competição tarifária que será benéfica às empresas aéreas. Não poso dar muitos detalhes, mas isso é algo a ser observada ao longo do tempo.

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O GLOBO:Vai haver redução de tarifas para passageiros em alguns horários?

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ROCHA: Há a possibilidade de plano comercial livre então, para melhor utilização do aeroporto, isso pode ser levado em consideração no futuro.

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O GLOBO:Vocês tem algum plano para economizar com as obras previstas?

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ROCHA: Nós temos uma previsão de redução de custos de 10% aproximadamente e achamos que isso é factível, tendo um bom planejamento. E nós temos uma facilidade, temos a liberdade de trabalhar o projeto, fazer a engenharia e otimizar. As vezes você assume um projeto e fica preso, mas agora temos uma boa visão de custos e benefício.

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O GLOBO:Mas estas reduções não podem surgir terminais que não sejam tão boas?

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ROCHA: A Invepar tem como filosofia maior cumprir os contratos, respeitar as regras e fazer todos os investimentos que nos comprometemos. A segunda grande preocupação da Invepar é que somos um grupo que não está aqui para construir um aeroporto , depois de dois anos vender e ir embora. A gente veio para ficar, estamos querendo ficar no mercado, nossos investimentos são de 30, 40, 50 anos e o que vier. Então não temos dúvida que, para isso, temos que investir em qualidade para o usuário final. É importante o relacionamento com o governo, é importante o relacionamento com o poder concedente, mas mais importante é o usuário, ele tem que estar feliz e ter um serviço de qualidade. Isso é para dizer que faremos um terminal adequando, bom, confortável e, claro, como investidor estaremos de olho nos custos, para não fazer algo desnecessário, mas tudo o que for necessário será feito.

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O GLOBO:Vocês pensam em criar a terceira pista?

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ROCHA: Nosso projeto é baseado apenas em duas pistas, o edital é muito claro com isso e com elas podemos chegar a 60 milhões de passageiros por ano. Mas, claro, como operadores estaremos de olho nisso e podemos vir a discussão sobre isso, mas qualquer ilação sobre isso é prematuro.

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O GLOBO:O que vai mudar no dia a dia do aeroporto?

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ROCHA: Esperamos oferecer um nível aeroportuário que existe nos aeroportos de outros países: a qualidade de serviço e atendimento. Mas também questões que dão mais conforto aos usuários, como estacionamento, lojas para consumir boas a um preço compatível, hotel, outras coisas que são fontes de renda para nós mas que vão trazer conforto ao usuário.

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O GLOBO:Vocês já estão negociando essa questão de renegociações de contratos das empresas instaladas no aeroporto?

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ROCHA: A gente tem que respeitar os contratos existentes. A maior parte dos contratos vencem ao longo de 2013 e 2014. No momento que vencerem os contratos a gente vai começar a aplicar a nossa estratégia comercial.

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O GLOBO:Mas essa estratégia não pode ser antecipada?

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ROCHA: Isso depende de caso a caso, não haverá uma renegociação unilateral, será uma renegociação quando for interessante, a negociação é comercial.

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O GLOBO:Vocês vão assumir mais a questão de pista?

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ROCHA: Não temos nenhum interesse de explorar isso, deve continuar como é hoje, será como é hoje, concessionado, e esse contrato será tratado da mesma forma que os demais.

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O GLOBO:Redução de tarifas do embarque dos passageiros é possível. Vocês planejam isso?

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ROCHA: Não, hoje a princípio temos as regras e não estamos pensando nisso, mas se em algum momento isso for interessante pela nossa estratégia comercial podemos pensar nisso, mas não está nos planos. Isso depende do próprio aprendizado que teremos com os clientes, passageiros. Mas também não podemos aumentar também. O teto está dado. Teve gente querendo criar uma sensação que vamos elevar as tarifas, renegociar. Esqueçam isso! A regra do edital está dada, as tarifas estão dadas.

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O GLOBO:Como será a relação com os outros órgãos?

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ROCHA: É um desafio mas é uma realidade, teremos um convivência e temos que ter um alinhamento de interesses e será uma relação construtiva, para que a gente no final preste o melhor serviço a quem interessa, que é o passageiro. E não é um desafio propriamente dito, porque todas as instituições querem facilitar a vida do passageiro, querem trabalhar melhor, então tem que ter uma habilidade de negociação, mas acho que temos essa capacidade de conviver e construir a seis mãos, oito mãos, dez mãos uma forma de operação que traga conforto para o passageiro.

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O GLOBO:Qual o principal desafio inicial?

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ROCHA: Construir o terceiro terminal de passageiros e fazer todas as obrigações para ficar pronto para a Copa de 2014.

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O GLOBO:Mas isso é viável para a Copa de 2014?

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ROCHA: Sim. O plano é assumirmos o aeroporto no início de maio. Teremos de 22 a 24 meses para fazer a obra. A Copa será em junho de 2014. Nosso objetivo é começar em agosto ou setembro, ou seja, teremos tempo para isso.

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O GLOBO:E será um terminal definitivo ou pode ser um “puxadinho”?

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ROCHA: O esforço todo é para ser um terminal definitivo, não tem porque fazer e gastar duas vezes. Acho que dá pra começar a obra até em julho.

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O GLOBO:A partir de maio vocês poderão ter novos sócios no aeroporto. Vocês planejam isso?

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ROCHA: Isso não está em nossos planos.

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O GLOBO:Mas vocês vão abrir o capital?

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ROCHA: Sim, a Invepar, mas é um projeto desde 2009, do grupo, ou seja, não tem relação com o aeroporto de Guarulhos. Nós somos uma empresa com oito concessões e isso já estava em andamento.

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O GLOBO:Guarulhos tem um espaço muito grande para crescer em receita não tarifária.

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ROCHA: Todos os aeroportos do Brasil tem esse espaço. A receita não-tarifária no Brasil é muito mal explorada. E não precisa nem ser um especialista para se perceber isso. Basta viajar lá para fora e ver que os aeroportos são lugares que dá para comer, dá para comprar, dá para fazer uma série de coisas. Aqui no Brasil tem quase nada, você oferece muito pouco ao passageiro, ao usuário. Guarulhos até tem um pouco mais, mas mesmo assim comparado com outros aeroportos, comparado em níveis internacionais, é muito pouco.

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O GLOBO:O também privatizado Viracopos pode concorrer com vocês e eles lutam para ter um acesso por trem para São Paulo. Como vocês veem isso?

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ROCHA: Guarulhos está a 27 km de São Paulo e Campinas a 100 km. Isso existe uma diferença enorme, um cara que chega sábado está em 20 min em casa e, saindo de Campinas, demora 1 hora e meia. Fora que um táxi de Guarulhos pra São Paulo custa R$ 90 e de Campinas custa R$ 300. A questão do trem terá que vir com uma mudança de padrão de consumo muito grande. Não imagino o passageiro internacional, que hoje representa 45% do movimento de Guarulhos, voltando de casa pegando um trem com várias malas para descer na Sé, ou no Campo de Marte e de lá pegar um táxi, não consigo visualizar isso. Fora que é um projeto que não é pra amanhã, nem para os próximos cinco anos. Para estar funcionando demora de oito a dez anos, e com isso já passou metade da nossa concessão, de 20 anos. E tem demanda também pra Campinas. Existe demanda, se nossas expectativas não estiverem erradas e elas são conservadoras, existe demanda para todos os aeroportos. E Guarulhos também tem outra questão, ele tem carga, tem um mix de receita interessante, tenho todos os tipos de clientes, não dependo apenas de um, todas as empresas aéreas do mundo estão de olho em Guarulhos, ao contrário de Campinas, que depende da Azul. Se a Azul mudar o hub dela de Campinas para outro lugar, Campinas vai sofrer imediatamente.

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O GLOBO:Mas vocês então não vão brigar para ter um trem para o aeroporto?

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ROCHA: Há questões culturais, mas isso pode mudar. Tudo muda. Mas o Guarulhos tem uma questão: o Rodoanel Norte prevê um outro acesso para Guarulhos. E o próprio Rodoanel, quando ficar completo, vai tirar caminhões da marginal do Tietê. Então tem uma tendência de melhorar o acesso e ter um outro acesso alternativo. Claro que a questão do acesso terrestre é importante.

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O GLOBO:A Invepar sempre foi citada como possível interessada no trem-bala. Ganhar Guarulhos amplia esse interesse?

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ROCHA: Nós somos um grupo focados em infraestrutura, estamos focados no crescimento. Estamos olhando e analisando todos os projetos de infraestrutura de transporte que nos interessam, mas dependem de sua viabilidade.

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O GLOBO:Mas em carga Guarulhos briga com Campinas hoje em dia?

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ROCHA: Guarulhos é maior um pouco que Campinas no volume de carga mas nossa carga é diferente. A nossa é a que vem na barriga do avião, enquanto que Campinas recebe aviões cargueiros. São tipos de clientes diferentes. Não temos competição direta, são players (competidores) de logística diferentes.

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O GLOBO:A Invepar vai ter ganhos de sinergia?

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ROCHA: A Invepar é estruturado , como responsável com o desenvolvimento de novos projetos, e temos diversas atividades que são sinérgicas entre as empresas, que trabalhamos aqui dentro. Guarulhos é um projeto que é muito grande e comporta uma grande estrutura. Temos uma parte muito boa de estruturação financeira, negociação com órgãos financiadores, e provavelmente não precisaremos colocar uma pessoa com este perfil no financeiro de Guarulhos, pode ser alguém mais focado no dia a dia. Essa lacuna de estruturação a Invepar supre. A questão de RH mais estratégico, por exemplo, pode ficar no grupo. Tem algumas coisas também de sistema e, no futuro, talvez uma sinergia na área de compras, suprimentos.

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O GLOBO:Como o operador só tem 10%, a Invepar será dominante?

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ROCHA: Sim, o sócio tem 10%, vai vir com seu know-how, mas é numa empresa controlada pela Invepar. E eu nem gosto de chamar de sócio operador, ele é sócio, é uma questão filosófica nossa, para ser sócio tem que estar alinhado ao interesse com o grupo, todos pensando no que for melhor para a SPE que será criada e envolvidos na geração de resultado. Quando fala do operador parece que ele só opera, recebe por isso e vai embora, e nós queremos alguém envolvido com os os nossos objetivos, por mais que ele seja minoritário.

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O GLOBO:No caso do Rio, as pessoas tem um pouco de receio com a Invepar por causa dos problemas do Metrô Rio. Como o senhor encara isso?

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ROCHA: Bom, nós compramos o Metrô Rio em março de 2009. E uma das razões para isso é que ele estava passando por um processo, que tinha renegociado um aditivo com o governo do estado, e nesse aditivo havia investimentos de R$ 1,2 bilhão para a renovação da frota, melhoria de questões operacionais e a construção das estações Cidade Nova e Uruguai. Todos esses investimentos estão sendo feitos e estamos melhorando a qualidade do serviço. Segundo, só para dar um número, eu gostaria que não tivesse nenhum problema com o Metrô Rio, mas o histórico do metrô é que o material rodante você não fez nenhuma compra desde 1982. Só em 1990 você colocou em circulação alguns trens que haviam sido comprados anteriormente, nós estamos falando de uma empresa que ficou sem investimento por 20 anos. Agora investimentos, nossos trens estão saindo da China provavelmente neste mês e provavelmente no meio do ano eles já começam a rodar, eles precisam chegar e passar por alguns testes. A Invepar pegou o metrô em um processo que estamos investindo. Estamos em um processo de melhoria. A principal característica disso é que, em 2009, o Metrô Rio transportava 550 mil passageiros/dia e operava no limite. O resultado do investimento que a gente fez foi a criação da estação Cidade Nova e a integração da linha 1 com a linha 2. Estamos transportando quase 700 mil passageiros por dia com a mesma frota. Queremos sempre que a nossa qualidade do serviço seja melhor, sempre nos comparamos com outros metrôs do mundo, estamos trabalhando para isso. Mas nosso trabalho lá não está pronto e não está onde gostaríamos que seria como o próprio aeroporto de Guarulhos, até 2013, não terá como fazer muito coisa, você pode melhorar, tentar resolver, mas depende de um tempo para fazer os investimentos e as coisas começarem a melhorar de fato.

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O GLOBO:Mas haverá um crescimento do Metrô?

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ROCHA: O mercado tem potencial, há passageiros, mas temos que colocar mais trens. Os primeiros começam agora agora, em julho, agosto, e todos os 18 estarão rodando até meados do ano que vem. Aumenta basicamente entre 50% a 60% a nossa frota. E vai dar pra gente uma folga operacional. Pouca gente sabe que hoje a gente opera o metrô com quase 100% da frota do dia e isso não é bom não, isso é pela falta de investimentos do passado. Hoje se você for olhar minha estrutura de manutenção é algo completamente atípico. Se você for lá no meio da tarde não vai ver ninguém trabalhando, mas no meio da madrugada haverá 300 pessoas trabalhando. Temos que nos superar todo o dia para conseguir o sistema rodando. Se tivéssemos uma utilização de 90% da frota, teríamos menos problemas, pois um trem que não esteja 100% ficaria fora, arrumando. Hoje o trem que não está 100% tem que circular, o que traz problemas, mas por outro lado, se tirarmos o trem, temos menos intervalo e menos conforto para os usuários.

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O GLOBO:Vocês estão preparados para apanhar?

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ROCHA: Espero que não apanhemos. Mas nós já tivemos um aprendizado muito grande em apanhar (com o Metrô Rio). Vamos estar mais preparados que estivemos no passado. Mas a operação de Guarulhos, em 2012 e 2013, corre o sério risco de receber uma série de críticas, por conta do projeto que a gente assumiu. Na hora que entrar o privado, quando tiver o primeiro problema, vão falar: ‘alá, está o operador privado e não mudou nada’. Mas daqui há dois, três anos, já vai se sentir uma diferença na Copa do Mundo e em quatro, cinco anos, aí realmente teremos uma situação muito diferente. Em 2014, já teremos dado um salto muito grande. E em 2016 nós já teremos um aeroporto próximo dos padrões que gostaríamos.

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O GLOBO:Vocês estão interessados em novos aeroportos?

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ROCHA: O grupo é focado em infraestrutura e todos os grandes projetos na área de transporte serão analisados e tomaremos decisão caso a caso.

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O GLOBO:O grupo registrou prejuízo em 2010 e o resultado até setembro também estava negativo. O ano passado fechou com prejuízo?

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ROCHA: Estes números eu não posso falar.

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O GLOBO:Mas a Invepar já conseguiu reverter suas perdas?

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ROCHA: Nós somos uma empresa focada em investimentos e hoje temos oito concessões, sendo que cinco delas estão em período de investimento. E na Infraestrutra você investe muito para uma demanda futura. Então não há nada de errado você não ter um resultado no primeiro ou no segundo ano. Se eu construir agora um terminal para 15 milhões de passageiros, não vou tê-los todos no primeiro ano. Então olhar a rentabilidade no momento não quer dizer muita coisa, temos que olhar se o projeto, se a demanda, está de acordo com o planejado, ver a projeção de demanda, de custo e todos estão de acordo.

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O GLOBO:Mas os outros aeroportos, como o Galeão, serão tão atrativos como este?

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ROCHA: Olha, o setor aeroportuário continua muito atrativo. O leilão demonstra o interesse. Se você pensa que o ritmo foi muito rápido, entre a publicação do edital e as propostas foram 45 dias e houve 10 grupos interessados, você mostra que há um interesse muito grande. Nos novos leilões, todos estarão melhores, governos, operadores, grupos, é um processo de aprendizagem. Podemos chegar e falar que o que foi R$ 16 bilhões, que agora assusta, pode no futuro mostrar que poderia ter sido 20, 25 e isso será bom, porque vai provar que eu paguei barato (risos).

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O GLOBO:Galeão é a grande jóia?

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ROCHA: O Brasil tem uma série de bons aeroportos. O potencial de crescimento do Brasil é impressionante. Hoje são 180 milhões de passageiros por ano. Em 2040, no último ano da concessão de Viracopos, pode ser de 650 milhões, 700 milhões de passageiros por ano.Sim, o BNDES é muito importante para o investimento de infraestrutra, pois é de longo prazo e com grandes investimentos. Por outro lado, é um investimento com menos riscos. Na crise de 2008/2009, enquanto a industria caiu, as rodovias continuaram crescendo, o mesmo aconteceu no ano passado. Mas acredito que o país está evoluindo em novos mecanismos, como derivativos. Espero que tenhamos mais opções no futuro.

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eu nem li a reportagem pq não vou perder meu tempo! A julgar pelo título da matéria quem tem que estar proparado para apanhar é a população! O que eles fazem no metrô rio é um crime contra o patrimônio público. São carros com ar condicionado deficiente, maltratados e malcuidados...ontem a noite, por exemplo, vi uma composição circulando com um dos vagões no escuro....e isso não é algo tão raro assim...e a passagem R$ 3,10!! É um verdadeiro assalto a mão armada pelo serviço que é oferecido. As privatizações só serviram para fazer grupos como esse movimentar altos fluxos financeiros e depois meter o pé. O metrô rio já foi da oportunity do Sr. Daniel Dantas, do grupo citibank agora dessa tal de Invepar..é assim..tudo passado de uma mão para a outra mediante a compra de ações, nenhum dos grupos se compromete com a oferta do serviço, só querem lucrar X e depois vender para Y...e nós aqui tomando no C****...mas é esse jogo canalha que muitos defendem, em vez de se movimentar politicamente e exigir seus direitos! Brasileiro tem que se F*****mesmo!

podem esperar para ver e reclamar com os aeroportos..

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Na Ásia e Europa é bem comum as pessoas usarem os trens para chegar e sair do aeroporto. Não sei de onde ele tirou essa idéia. Se houvesse um trem do Galeão que me levasse até o Centro da cidade ou ao SDU eu ia usá-lo e de lá pegava um táxi. É completamente inadmissível que nossos aeroportos não sejam acessíveis por via férrea. Isso é utilizado no mundo inteiro, por que aqui não seria?

 

 

Quanto ao Metrô Rio, eles aumentaram a capacidade sem aumentar a frota, mas o conforto do passageiro foi pra outra galáxia. O Metrô Rio consegue superar a máxima da física que diz que dois corpos não conseguem ocupar o mesmo lugar no espaço.

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Acho engracado a "visao" de certos "visionarios", infelizmente os que possuem a possibilidade de progresso nas maos

 

 

 

O referido senhor conhece Londres?

E que tal Madrid?

Acha que alguem chega a Milano Malpensa e vai de taxi para a cidade???

 

Ou Amsterdam. Frankfurt. CDG. etc.

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A idéia dele é que pra boa parte dos brasileiros, pegar um trem depois de sair de uma viagem internacional é quase um absurdo.

Eu acho bobagem, mas já conversei sobre várias pessoas do meu círculo social sobre as obras do possível VLT até CNF aqui em Belo Horizonte e todo mundo achava estranho sair de um vôo longo com mala e pegar transporte público.

 

Pra nós, é normal isso, mas acho que somos exceções dentro do Brasil. Viajar de avião ainda é "chique" pra boa parte dos brasileiros (mesmo gente com boa renda)... vôos internacionais então... nem se fala.

 

O texto é interessante de ser lido, me pareceu razoavelmente honesto. Mas ainda acho que não vão conseguir ter lucro de forma alguma com GRU, com esse preço que pagaram.

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A idéia dele é que pra boa parte dos brasileiros, pegar um trem depois de sair de uma viagem internacional é quase um absurdo.

Eu acho bobagem, mas já conversei sobre várias pessoas do meu círculo social sobre as obras do possível VLT até CNF aqui em Belo Horizonte e todo mundo achava estranho sair de um vôo longo com mala e pegar transporte público.

 

Pra nós, é normal isso, mas acho que somos exceções dentro do Brasil. Viajar de avião ainda é "chique" pra boa parte dos brasileiros (mesmo gente com boa renda)... vôos internacionais então... nem se fala.

 

O texto é interessante de ser lido, me pareceu razoavelmente honesto. Mas ainda acho que não vão conseguir ter lucro de forma alguma com GRU, com esse preço que pagaram.

 

Achar estranho é mais falta de costume. Se a opção existir e for boa, o povo vai usar e inserir isso como parte do cotidiano.

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A idéia dele é que pra boa parte dos brasileiros, pegar um trem depois de sair de uma viagem internacional é quase um absurdo.

Eu acho bobagem, mas já conversei sobre várias pessoas do meu círculo social sobre as obras do possível VLT até CNF aqui em Belo Horizonte e todo mundo achava estranho sair de um vôo longo com mala e pegar transporte público.

 

Pergunte para esses seus amigos como eles foram para cidade ao desembarcarem de qualquer grande aeroporto na Europa...

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Pergunte para esses seus amigos como eles foram para cidade ao desembarcarem de qualquer grande aeroporto na Europa...

 

A questão não é ter, todos sabem que a maioria dos países desenvolvidos tem trens ou metrôs que ligam o aeroporto a cidade, e sim de nossa cultura de estigmatizar o transporte público como ''coisa de pobre''.

 

Mesmo em cidades como Curitiba onde o transporte público funciona bem, é comum pessoas que tenham condições de usar carro o façam sempre que podem. Eu mesmo nunca peguei taxi nem indo nem voltando de casa até o Afonso Pena, chego em 45 min de ônibus e paro a 20 metros do portão de desembarque, mas quase todos meus amigos que vem me visitar mesmo eu explicando e mostrando qu eé mais negocio ir de ônibus, sempre acabam pagando 75 paus pra ir de taxi.

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Achei interessante a entrevista e recomendo a leitura.

 

É evidente que ele sabe que trens são muito bons. Porém, criticar trens foi uma forma de atacar o aeroporto concorrente. Basta notar o exagero em dizer que demoraria "10 anos" para construir uma linha até o distante Viracopos, quando, por exemplo, o Eurotunel demorou apenas 6 anos mesmo com desafios de engenharia muito maiores. Notar também a condescendência ao colocar uma corrida de táxi partindo de GRU por "R$ 90" (até o Itaim Bibi, por exemplo, não sai por menos de R$ 130) e que levaria "apenas 20 minutos" (!).

 

Viracopos só vai ter sucesso se tiver acesso melhorado e por trens. Ele não arrematou Viracopos e não faz questão que o concorrente tenha sucesso ou que lhe tome passageiros. Se entrevistarem quem levou VCP, as frases vão ser de que "Guarulhos não tem espaço para crescer", que "não adianta novo terminal sem pista", que estaria "esgotado", que seria preciso "caras desapropriações para expansão e que isso vai aumentar tarifas", etc...

 

 

 

PS: Notar que a história do "apanhar" partiu do jornalista. Ele apenas respondeu a pergunta.

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O GLOBO:

O que vai mudar no dia a dia do aeroporto?

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ROCHA

: Esperamos oferecer um nível aeroportuário que existe nos aeroportos de outros países: a qualidade de serviço e atendimento. Mas também questões que dão mais conforto aos usuários, como estacionamento, lojas para consumir boas a um preço compatível, hotel, outras coisas que são fontes de renda para nós mas que vão trazer conforto ao usuário

HAHAHAHAHHAHA

60milhões com 2 pistas sem operação simultanea e engessado que nem é aqui no brasil?

truco.

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A idéia dele é que pra boa parte dos brasileiros, pegar um trem depois de sair de uma viagem internacional é quase um absurdo.

Eu acho bobagem, mas já conversei sobre várias pessoas do meu círculo social sobre as obras do possível VLT até CNF aqui em Belo Horizonte e todo mundo achava estranho sair de um vôo longo com mala e pegar transporte público.

 

Pra nós, é normal isso, mas acho que somos exceções dentro do Brasil. Viajar de avião ainda é "chique" pra boa parte dos brasileiros (mesmo gente com boa renda)... vôos internacionais então... nem se fala.

 

O texto é interessante de ser lido, me pareceu razoavelmente honesto. Mas ainda acho que não vão conseguir ter lucro de forma alguma com GRU, com esse preço que pagaram.

 

 

Eu tenho certeza que um VLT no aeroporto de Congonhas ligando à Estação São Judas seria um sucesso estrondoso. Ou um VLT de Guarulhos até a Estação Tatuapé.

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Eu tenho certeza que um VLT no aeroporto de Congonhas ligando à Estação São Judas seria um sucesso estrondoso. Ou um VLT de Guarulhos até a Estação Tatuapé.

 

Ate 2014 a linha 17 - ouro vai ter uma estacao em frente o aero de Congonhas.

Vai ser um sistema de monotrilho.

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HAHAHAHAHHAHA

60milhões com 2 pistas sem operação simultanea e engessado que nem é aqui no brasil?

truco.

Este é o ponto que mais me intriga nesta matemática. Se pelo menos a área destinada à terceira pista estivesse livre, eu até que poderia acreditar. Mas, infelizmente, todos aqui já sabem da situação lastimável que deixaram a área original do sítio aeroportuário ficar.

Enfim, esperemos os próximos capítulos para ver qual coelho tirarão da cartola.

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Caos no metro do Rio, mesma empresa que legou GRU: Manchete de ontem 09/02

 

"Trens voltaram a apresentar problemas na tarde de quinta-feira (9).Secretário Júlio Lopes pediu desculpas à polulação pelos transtornos." Fonte:G1.com

 

Será que vamos ver o mesmo discurso com relação ao Aeroporto de Guarulhos.

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Caos no metro do Rio, mesma empresa que legou GRU: Manchete de ontem 09/02 "Trens voltaram a apresentar problemas na tarde de quinta-feira (9).Secretário Júlio Lopes pediu desculpas à polulação pelos transtornos." Fonte:G1.com Será que vamos ver o mesmo discurso com relação ao Aeroporto de Guarulhos.
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Ate 2014 a linha 17 - ouro vai ter uma estacao em frente o aero de Congonhas.

Vai ser um sistema de monotrilho.

 

Inclusive a linha será em Y para poder chegar até CGH pois seu traçado original é por outro caminho. Entretanto a linha está prevista apenas para 2017, a não ser que comecem fazendo por Jabaquara até CGH e inaugure antes do restante da linha ficar pronta, até por que o pessoal do Morumbi continua entrando com ações atrás de ações para impedir que a linha passe pelo bairro (ela se conectaria a estação Morumbi da linha 4), afinal se para eles é ruim ter ''gente diferenciada'' circulando por perto, imagina cruzando o bairro por cima de suas casas?

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Caos no metro do Rio, mesma empresa que legou GRU: Manchete de ontem 09/02

 

"Trens voltaram a apresentar problemas na tarde de quinta-feira (9).Secretário Júlio Lopes pediu desculpas à polulação pelos transtornos." Fonte:G1.com

 

Será que vamos ver o mesmo discurso com relação ao Aeroporto de Guarulhos.

 

É importante frisar que os Trens do Rio são administrados pela SuperVia. Ou seja, não há relação com o Metro Rio que administra o metro.

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