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A chilenização da Tam


Mastercaptain

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Sob o comando de Enrique Cueto, a Latam impõe uma administração mais austera à maior aérea brasileira, cortando até as balinhas.

 

 

Uma das marcas registradas dos voos da TAM é a distribuição das balas Butter Toffees antes de o avião decolar. Uma ideia do próprio comandante Rolim Amaro – o empresário que transformou a TAM de uma modesta companhia área regional em uma operadora de expressão nacional –, ela era um símbolo do estilo da empresa tanto quanto o tapete vermelho e a recepção aos passageiros na porta do avião pelo comandante. Pois essa parceria de 11 anos com a argentina Arcor, a fabricante das balas, deve acabar ainda no primeiro semestre deste ano. Esse fato, aparentemente banal, pode ser considerado um símbolo dos novos tempos vividos pela TAM. Desde que anunciou a fusão com a LAN em agosto de 2010, que deu origem à Latam, maior companhia área da América Latina, o estilo chileno, mais austero, vem prevalecendo e se impondo na maior empresa de aviação comercial do Brasil.

 

Só com o fim da distribuição das balas, a TAM vai economizar R$ 1,5 milhão anualmente. Essa não é, no entanto, a única medida tomada pelos chilenos que afeta as operações da TAM. Eles também devem eliminar a primeira classe, oferecida em voos internacionais. Na LAN, ela nunca existiu. A Latam deve optar ainda pela aliança com a aérea OneWorld, deixando de lado a Star Alliance, da qual a TAM faz parte, em outra demonstração de força dos chilenos. Além disso, a Latam vai centralizar as compras de novos aviões. Afinal, quanto maior o pedido, menor o preço pago por aeronave. Por fim, vale lembrar que a Latam será comandada pelo chileno Enrique Cueto, que é chamado no seu país e por seus funcionários de “el jefe”. O empresário terá um papel crucial na aviação brasileira e influenciará nas decisões que norteiam a TAM.

 

Uma amostra da velocidade que está sendo imprimida ao processo de integração das companhias aconteceu em 10 de fevereiro. Nesse dia, a TAM anunciou a antecipação da saída do economista Líbano Barroso da presidência, dois meses antes do previsto. Barroso foi nomeado para chefiar a diretoria financeira da Latam, área em que fez carreira, trabalhando para os bancos Safra e Real, a concessionária de estradas CCR e a construtora Andrade Gutierrez. Marco Bologna, presidente da holding que administra outros negócios da família Amaro, acumulará a função deixada por Barroso. Fontes ouvidas por DINHEIRO afirmam que a mudança antes do previsto pode estar relacionada aos resultados financeiros instáveis da TAM nos últimos anos, que vinham desagradando aos parceiros chilenos

 

“A LAN tem uma malha menor que a TAM, mas é muito mais rentável”, afirma um analista. “Uma tem muito a acrescentar à outra, mas os chilenos não querem perder dinheiro.” Em 2009, quando Barroso assumiu a presidência, o lucro da companhia foi de R$ 1,3 bilhão. Em 2010, caiu para R$ 600 milhões. Na segunda-feira 13, a TAM divulgou os resultados referentes a 2011: um prejuízo de R$ 335 milhões. Já a LAN fechou o ano passado com um lucro de R$ 600 milhões. Postos em perspectiva, no entanto, os resultados obtidos na gestão de Barroso não podem ser considerados exatamente desastrosos. Desde 2008, quando estourou a crise financeira global, as companhias aéreas enfrentam uma série de dificuldades para manter o balanço no azul. Seus resultados são afetados pelo aumento dos gastos com combustível, de uma forma global, e com o impacto da valorização do dólar, no caso específico do Brasil. Agora, Barroso prestará contas a “el jefe”.

 

 

 

http://www.istoedinh...ENIZACAO+DA+TAM

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Essa de eliminar a 1a classe, não sei não. Especialmente nas rotas para os EUA, creio que seja um dos melhores produtos do mercado...

 

As pequenas coisas, para mim, tornam uma cia aérea mais simpática que outra. Tornam a experiência de voo confortável e digna de ser repetida. Talvez por isso goste de entrar na aeronave e notar que toca uma música ambiente bem bacaninha, como quase sempre acontece na TAM.

 

E a balinha, pode ser futilidade, pode custar "caro", mas é marca registrada. É o que ainda confere uma certa personalidade à TAM, assim como a presença do comandante à porta. Vale a pena deixar a empresa se tornar absolutamente insossa? Meu palpite é não!

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Essa de eliminar a 1a classe, não sei não. Especialmente nas rotas para os EUA, creio que seja um dos melhores produtos do mercado...

 

As pequenas coisas, para mim, tornam uma cia aérea mais simpática que outra. Tornam a experiência de voo confortável e digna de ser repetida. Talvez por isso goste de entrar na aeronave e notar que toca uma música ambiente bem bacaninha, como quase sempre acontece na TAM.

 

E a balinha, pode ser futilidade, pode custar "caro", mas é marca registrada. É o que ainda confere uma certa personalidade à TAM, assim como a presença do comandante à porta. Vale a pena deixar a empresa se tornar absolutamente insossa? Meu palpite é não!

 

É, trabalhar com o modelo da LAN no Chile, na Argentina, no Peru, com monopólio é uma coisa, aqui no Brasil é outra beeeeem diferente.

Não torço contra o insucesso, mas eu queria/quero que o mercado Barsileiro mostre aos Cuetos que aqui o buraco é bem mais embaixo.

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Muito do preço pago pela TAM foi de acreditar que as dezenas de A319/320 que chegaram serviam para todas as rotas e encheriam facilmente. Esqueceram do fator azul (Azul e Trip) e até tentaram contornar isso (aquisição de parte da Trip), mas o estrago já estava feito. Tivessem pensado a frota em 2005/2006 com 10-15 E190 a história seria bem mais favorável.

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Muito do preço pago pela TAM foi de acreditar que as dezenas de A319/320 que chegaram serviam para todas as rotas e encheriam facilmente. Esqueceram do fator azul (Azul e Trip) e até tentaram contornar isso (aquisição de parte da Trip), mas o estrago já estava feito. Tivessem pensado a frota em 2005/2006 com 10-15 E190 a história seria bem mais favorável.

 

Põe na conta também um senhor que teve breve passagem pela vermelha.

Na verdade o Bologna não era para ter saído da presidencia da TAM, mesmo depois do ocorrido no ano de 2007 em CGH.

A empresa foi fraca naquele momento.

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Por acaso os novos Airbus da Lan com motores CFM tem algo a ver com a Tam?

Tipo... Resolveram mudar para o CFM porque a Tam opera varios Airbus com CFM e querem manter neste padrao?!

Ou nao tem nada a ver?

 

Abs!

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Bom, vão acabar as balinhas argentinas... Quem sabe vão substituir por nacionais ou chilenas...rs...

 

Agora, falando sério, é injusto comparar rentabilidade da Lan com a da Tam... São mercados diferentes, países diferentes e impostos diferentes...

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Quem ler rapidamente o título do tópico percebe uma mensagem sublimiar: chiNElização da TAM :)

 

No fundo é isso... baixemos os padrões de serviços e qualidade e vamos adiante.

 

Essa semana me aconteceu uma engraçada. Estava eu voltando da China e fui dar uma descansada no (excelente!) lounge da Turkish em Istanbul. Apresentei meu boarding pass e meu fidelidade vermelho. A moça foi conferir no computador e me disse: o senhor é SA Gold na TAM e está computando milhas no OnePass da Continental? Como assim?

 

Eu ri e expliquei que os dias da TAM na SA estão contados, que ela foi comprada e virará OW, e que por isso quero o antes possível virar Gold novamente no OnePass/Mileage Plus. Ela e os outros passageiros que entreouviram a conversa ficaram chocados :)

 

A parte mais interessante, já exaustivamente discutida aqui, foi a retirada do "orgulho de ser brasileira" do speech. Quer mais para provar a venda :) ?

 

Abraços!

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É, trabalhar com o modelo da LAN no Chile, na Argentina, no Peru, com monopólio é uma coisa, aqui no Brasil é outra beeeeem diferente.

Não torço contra o insucesso, mas eu queria/quero que o mercado Barsileiro mostre aos Cuetos que aqui o buraco é bem mais embaixo.

 

Lichmann, sinceramente, você acha que eles não conhecem a profundidade desse buraco? Entraram nele sem saber?

 

Claro que conhecem, por isso mesmo os sinais que estão começando a mostrar sobre austeridade no corte de custos. Podemos esperar tranquilamente que em breve mexerão em rotas, frota etc.

 

A TAM terá que ser competitiva no nacional, dar resultados positivos no desempenho operacional e principalmente, nas despesas financeiras, que foi o calcanhar nesse último balanço.

 

Isso terá um custo, claro, chinelização!

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Sinceramente, a Isto É Dinheiro não é muito confiável. Não acredito em nada dessa reportagem. Aliás, se eu acreditasse, eu teria de reconhecer o quão precipitados os chilenos são.

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Bem, se for verdade a entrada de sola dos Chilenos na TAM sem se dar conta ou, se importar, que, de uma forma ou de outra, você tem de respeitar o "espaço" da vermelha no Brasil... desejo a eles boa sorte!

 

 

Po, querem tirar o único diferencial que a JJ oferecia? Talvez fosse melhor se preocupar, inicialmente, em um programa de fidelidade que funcione muito bem, melhor utilização das aeronaves, melhor aproveitamento das rotas...

 

Querer arrochar no diferencial da empresa?

 

 

Vamos esperar, agora fica tudo no campo da especulação...

 

 

Só sei que já ouvi tripulante com medo da escala à la Cueto :jnana:

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Essa não é, no entanto, a única medida tomada pelos chilenos que afeta as operações da TAM. Eles também devem eliminar a primeira classe, oferecida em voos internacionais. Na LAN, ela nunca existiu.

 

Quanto a retirada da F eu custo a acreditar, ela já não é um exagero, contando apenas com 4 seats, diferente de outras Majors que possuem 6, 8 seats. Os voos partindo de GRU para MIA e JFK, sempre tem pelo menos uma pessoa disposta a pagar. Enfim, sempre vi a existência da F na JJ como um diferencial em relação as demais aéreas da concorrência que não a oferecem, não só pelos mimos a bordo mas também pelos benefícios antes e depois da viagem.

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Sinceramente, a Isto É Dinheiro não é muito confiável. Não acredito em nada dessa reportagem. Aliás, se eu acreditasse, eu teria de reconhecer o quão precipitados os chilenos são.

 

 

mais que precipitação, acho que seria um erro. se tem uma coisa que dá dinheiro pra TAM é o long-haul, onde a companhia consegue oferecer um produto competitivo, o que vai ser cada vez mais necessário nesses tempos de open skies que estão por vir.

 

o foco deveria ser reorganizar o doméstico e consolidar e expandir o inter/long haul mas se os caras estiverem mesmo focando em balinha e em eliminar primeira classe, então estarão certos os que pensam que a LATAM tem como finalidade levar cada vez mais latinoamericanos aos montes pra Miami, em vez de ser uma oportunidade de mudança de patamar pro grupo chileno, passando a ser um player global de respeito e "dono do pedaço" numa das maiores economias do mundo e redondezas, em vez de "somente" uma companhia cuja identidade são seus excelentes resultados financeiros (inflados pela operação cargueira), e não a qualidade do seu produto.

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Sinceramente, a Isto É Dinheiro não é muito confiável. Não acredito em nada dessa reportagem. Aliás, se eu acreditasse, eu teria de reconhecer o quão precipitados os chilenos são.

 

Eu ouvi de um funcionário da TAM na semana passada, que pode ter relação com isso, é que todos os contratos da TAM vigoram até abril pela razão óbvia que nesta data a LATAM passar a existir. Eles teriam negociado com todos os fornecedores somente até o referido mês, desde balinha até comissaria, transporte de tripulantes, tudo enquanto há. A IstoÉ pode ter tido acesso a isso e tomou como um cancelamento definitivo.

 

Mas enfim, como eu ouvi de um executivo do setor, "a vermelha infelizmente se perdeu no mercado". Só não acho viável esse de acabar com a F, mas quem sabe o projeto é mais amplo. Precisariam de uma "business first" bem competitiva.

 

O fator principal que os Cueto precisam trazer é mais eficiência nos processos da TAM. Esse negócio de balinha fica irrelevante se alguns outros detalhes forem alterados para o pax. E para todos os pax, não só Fidelidade Vermelho.

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todos os contratos da TAM vigoram até abril pela razão óbvia que nesta data a LATAM passar a existir.

 

Isso é muita pressão sobre um único mês. Parece pouco factível. Aliás, esse argumento cai meio por terra se levarmos catering em consideração, já que novos contratos acabaram de entrar em vigor.

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