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Esquema fraudulento de venda de benefício faz passagem da TAM para vários lugares do mundo custar R$ 900


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Esquema fraudulento de venda de benefício faz passagem da TAM para vários lugares do mundo custar R$ 900

 

http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/esquema-fraudulento-de-venda-de-beneficio-faz-passagem-da-tam-para-varios-lugares-do-mundo-custar-r-900-20120301.html

Diego Ribas e Fernando Gazzaneo, do R7

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Uma passagem para Londres (ida e volta) pela companhia aérea TAM pode custar cerca de R$ 3.000 no mês de março. Mas um benefício oferecido a funcionários da companhia, e que pode ser repassado sem custos a um número limitado de pessoas (parentes e amigos), faz com que esse valor caia para R$ 700. O R7 descobriu, porém, um esquema fraudulento de venda desse benefício para qualquer pessoa interessada em gastar menos para viajar para qualquer um dos destinos oferecidos pela empresa.

 

O repasse do benefício a parentes e amigos de funcionários de companhias aéreas é pouco fiscalizado e, por isso, a venda ilegal virou algo comum, segundo empregados do setor ouvidos pela reportagem.

Após receber denúncias sobre o esquema, a reportagem entrou em contato por telefone com um homem que se identificou como Lucas Pontes. Em uma conversa de cerca de 30 minutos, Pontes contou que, embora não seja funcionário da TAM, tem um amigo que trabalha na companhia.

 

Normalmente, um comissário de bordo da TAM (caso do suposto amigo de Pontes) tem direito a incluir familiares e amigos no programa Embarque Já, num total de seis pessoas em seu cadastro. Pontes informou que cobra R$ 900 para inscrever qualquer pessoa interessada no programa. Esse dinheiro seria dividido com o colega da companhia aérea. Após o pagamento, o cliente consegue comprar um número ilimitado de passagens com 70% de desconto para qualquer trecho nacional e internacional, durante um período de seis meses

 

Ponte ainda faz a ressalva de que, embora o esquema não seja legal, é “muito comum em qualquer companhia área” e “os seis cadastros vendidos acabam rendendo mais do que o salário dos funcionários".

 

- Então é vantajoso vender esses benefícios. É quase como um 13°, 14º salário [para o funcionário que o revende]. O cadastro em si é legal. O que não é legal é a venda do cadastro.

 

A princípio, o R7 conversou com Pontes se passando por um comprador. Em uma segunda ligação, a reportagem se identificou e falou sobre a matéria que estava produzindo. No segundo telefonema, ele afirmou desconhecer qualquer venda de benefícios de empresas aéreas e desligou o telefone.

 

Venda comum

Na prática, é difícil a companhia aérea descobrir que seu funcionário vende o benefício. Para evitar irregularidade, algumas das empresas preferem restringir a vantagem apenas para pais, filhos e cônjuges.

 

A ex-comissária Gabriella Boreggio trabalhou na TAM por sete anos. Durante esse tempo, ela conta que podia cadastrar até duas pessoas para viajar grátis pelo Brasil e com desconto maior que 50% em passagens internacionais.

 

- Antigamente, havia um controle maior com esse tipo de benefício. Mas, já naquela época, alguns funcionários vendiam essa vantagem para ganhar um dinheiro a mais. Hoje, essa venda paralela continua sendo muito comum.

 

Uma funcionária da Gol, que pediu para não ser identificada nesta reportagem, contou que na empresa os empregados podem cadastrar mais duas pessoas além de pai, mãe e irmãos. O benefício dá direito a 30 passagens por ano. Segundo ela, é mais difícil a venda paralela do benefício na Gol, mas seria “consenso” entre os empregados das áreas de que na TAM o esquema é “mais comum”.

 

A jornalista Ana (nome fictício), conta que, em 1997, morava com uma amiga comissária de bordo da Varig, que se fundiu à Gol. Ela conta que chegou a usar por duas vezes o benefício da colega para viajar à Londrina, em um tempo em que as passagens aéreas eram mais caras.

 

- Pelo o que me lembro, ela usou um benefício que era apenas dela para comprar o bilhete de avião pela metade do preço pra mim. Deu tudo certo e ninguém descobriu nada.

 

O R7 também conversou com a funcionária de uma agência de turismo no centro da capital paulista, que também pediu anonimato. Ela contou conhecer casos de donas de agências que, conhecendo bem o cliente, recomendam que ele compre passagens com comissários de bordo conhecidos do estabelecimento. Uma porcentagem sobre o valor da passagem, já com desconto, é cobrada e dividida entre agência e funcionário da companhia aérea. A atendente, no entanto, não quis revelar o nome dos estabelecimentos que adotam esse esquema.

 

Justa causa

Segundo as advogadas especialistas em direito trabalhista Carla Romar e Karina Alves, a vantagem oferecida pelas empresas áreas não se enquadra na mesma categoria de outros benefícios como vale-alimentação e vale-transporte, que são intransferíveis. Em alguns casos, os benefícios que dependem da “liberalidade do empregador” podem ser repassados sem nenhum problema. É o que acontece, exemplifica Karina, com funcionários de uma loja de roupas, que podem comprar peças com desconto e depois as revender.

 

- Num primeiro momento, não há um impedimento legal desse tipo de benefício, desde que não exista uma proibição da companhia. Mas é pouco provável que eles [funcionários] possam fazer o cadastro mediante a cobrança de uma quantia sem o conhecimento da companhia. Se os benefícios são vendidos sem autorização, o funcionário acaba concorrendo com a própria companhia. Esse tipo de venda pode levar à abertura de processo disciplinar e à demissão com justa causa.

 

Em nota, a TAM informou que, "de acordo com norma interna da companhia, os bilhetes emitidos por meio do benefício da concessão de passagens não podem ser vendidos, comprados, negociados ou trocados por bens ou serviços". A comercialização ou a tentativa de fraude desse benefício são consideradas faltas graves e passíveis de punição disciplinar, além do pagamento do valor correspondente

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Impressionante como a TAM não sai das manchetes negativas.A impressão que passa é que a há uma degradação geral.Acho que esta mais do que na hora de entrar uma concorrente brasileira.Alias já existe movimento nos bastidores sobre isto.

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Gol e a gloriosa, magnifica e falida Varig tb foram citadas...

 

Correto, GOL e VARIG tb foram citadas,obvio que chama mais a atencao na TAM pelo fato da Cia operar Europa e EUA e muitos pax hj compram passagens a precos melhores que os disponibilizados nos beneficios das aereas para voar nacional,agora voar para o exterior pagando menos de mil reais e ainda fazer muambas(no caso de muitos que estao no beneficio e compram passagens para Mia/Mco e Jfk) torna qualquer reportagem oportunista mais interessante.

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Estranho é como a imprensa cai em cima das cias aereas, mas as montadoras de automóveis nunca levam ferro, a Fiat vende carros com descontos absurdos para funcionários da fábrica desde veio pra cá em 76! Nunca ninguém disse um A.

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a Fiat vende carros com descontos absurdos para funcionários da fábrica desde veio pra cá em 76!

 

Só assim a Fiat vende carro :lol:

 

ou será que nem os próprios funcionários querem dizer: Fui iludido, agora é tarde?

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Posso estar falando asneira por ser apenas um leigo mané, mas se esse é um benefício concedido ao funcionário, ele não deveria ter a liberdade de utilizá-lo da maneira que desejar?

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Posso estar falando asneira por ser apenas um leigo mané, mas se esse é um benefício concedido ao funcionário, ele não deveria ter a liberdade de utilizá-lo da maneira que desejar?

 

 

Mas segundo norma da companhia é proibido a revenda do benefício. Você pode concedê-lo a qualquer amigo, mas não pode vendê-lo, pois é uma forma de concorrência com a própria empresa.

 

Lembre-se, é um BENEFÍCIO que a empresa está dando. Não se pode aproveitar disso para tirar vantagem, caso contrário a empresa simplesmente corta o benefício e fica todo mundo chupando dedo e reclamando que a empresa não oferece nada pros funcionários.

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Impressionante como a TAM não sai das manchetes negativas.A impressão que passa é que a há uma degradação geral.Acho que esta mais do que na hora de entrar uma concorrente brasileira.Alias já existe movimento nos bastidores sobre isto.

 

A questão da TAM não é degradação, mas sim desorganização. A entrada de qualquer concorrente não vai mudar esse quadro - quem sabe com a TAM nas mãos dos chilenos, isso não mude?

 

 

Posso estar falando asneira por ser apenas um leigo mané, mas se esse é um benefício concedido ao funcionário, ele não deveria ter a liberdade de utilizá-lo da maneira que desejar?

 

Não diria que você está falando besteira, mas sim que seu raciocínio foi simplista. Quando uma empresa dá um benefício adicional ao funcionário, este não pode simplesmente fazer o que bem quer. Se fosse assim, eu poderia colocar até meu papagaio no plano de saúde da empresa. No caso desses bilhetes, o mais imediato prejuízo para a TAM é na sua imagem, pois afinal, "tem esquema lá dentro pra arrumar passagem barata". Concorda que isso não é nada bom para a imagem da empresa?

 

é aquela né, pagam um micharia de salário, tem nego que apela...

 

Isso não é desculpa. Fosse assim, o Brasil teria 200 milhões de ladrões.

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Venda de benefício tem em todas.

A Gol depois que criou o benefício assento marcado teve que criar um monte de regra pra evitar a venda disso.

 

O que eu acho interessante na história é que até benefício viagem o povo vende, mas fica revoltadinho com a corrupção no governo...

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Posso estar falando asneira por ser apenas um leigo mané, mas se esse é um benefício concedido ao funcionário, ele não deveria ter a liberdade de utilizá-lo da maneira que desejar?

Teoricamente sim, porém as empresas, ao criarem o benefício, criam também suas regras de uso. Entre elas está bem claro que é proibido a venda destes bilhetes.

Venda de benefício tem em todas.

A Gol depois que criou o benefício assento marcado teve que criar um monte de regra pra evitar a venda disso.

 

O que eu acho interessante na história é que até benefício viagem o povo vende, mas fica revoltadinho com a corrupção no governo...

Exato, tinha na Varig, tem na TAM, na Gol, etc. Só não tinha na BRA porque esta não dava benefício nenhum...

 

Exatamente, fica revoltado quando alguém rouba, mas pimenta nos olhos dos outros não arde....

Esse esquema só nao é mais velho que o dc-3!

É velho, bem como os que se dão mal com tal procedimento. Afinal o cidadão "esperto" que compra tal passagem não sabe que só vai se tem lugar. E quando fica pra trás cria caso, faz barraco e ai a casa cai... Simples assim.

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Lembrando que o "comercio" em questao é do "Embarque Ja" (emitido via TAM Viagens). Ou seja: tem assento garantido, deixando RIPs standby (funcionarios, familiares e o tal "usuario relevante" na-chon...)

Acredito que em breve havera novos ajustes na politica de beneficios TAM (sempre achei "muito" 6 cadastrados no Embarque ja...)

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É velho, bem como os que se dão mal com tal procedimento. Afinal o cidadão "esperto" que compra tal passagem não sabe que só vai se tem lugar. E quando fica pra trás cria caso, faz barraco e ai a casa cai... Simples assim.

 

Procurei no google agora e não achei, mas uns meses atrás eu vi um cara que criou um site (!!!!) pra "denunciar a máfia das passagens RIP": ele havia comprado o benefício de algum funcionário pra embarcar em Paris, não deu no primeiro dia e, ao voltar ao Brasil, resolveu levar a questão adiante. Era até engraçado, porque o cara não entendia direito o que tinha acontecido, ele achava que era alguma sacanagem que a própria TAM fizera com ele, e por mais que nos comentários as pessoas tentassem explicar que o culpado era quem vendeu o sujeito não entendia.

 

Enfim, esse "vendedor" aí deve ter se dado mal com essa história. Foi vender justo pra um maluco...

 

Lembrando que o "comercio" em questao é do "Embarque Ja" (emitido via TAM Viagens). Ou seja: tem assento garantido, deixando RIPs standby (funcionarios, familiares e o tal "usuario relevante" na-chon...)

Acredito que em breve havera novos ajustes na politica de beneficios TAM (sempre achei "muito" 6 cadastrados no Embarque ja...)

 

Não sabia dessa distinção, conhecia apenas o RIP. Isso sim dá margem pra revenda...

 

Bom, não conheço a fundo as normas internas da TAM, mas imagino que haja um regulamento (que obriga os empregados) proibindo a comercialização do "benefício". Se é assim, de fato é irregular o comércio, todavia tenho sérias dúvidas sobre um outro ponto: me parece que, sob a ótica do direito trabalhista, esse "benefício" não é tão benefício assim, tá mais com cara de salário-utilidade (quando é dado em pagamento ao empregado algo diverso de dinheiro, como moradia, carro, etc). Isso teria váááárias implicações: o valor da utilidade deve ser utilizado como base para o pagamento de verbas rescisórias, por exemplo, e repercute na aposentadoria, além de incidirem impostos. E, muito importante, não pode ser extinto unilateralmente pelo empregador, isso equivaleria à redução de salário (só admitida em casos excepcionais).

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no meu beneficio da Azul, entra mãe/pai e mais um, e esse um, tem que voar na linha, se der piti ou viajar fora do padrão de apresentação imposto pela firma, eu vou enfrentar as consequências! Rolou o tal 'amigo azul', quatro por ano, pra qualquer um, paga-se uma taxa de trinta e seis reais + taxa de embarque, só tem prioridade de embarque (quando viajando sozinho) sobre os tripulantes extras de outras cias, mas quando viajando com o 'dono do amigo azul' (o funcionário) tem prioridade sobre familiares viajando sem o funcionário, sobre tripulantes da Azul, sobre os 'Amigo Azul' e sobre os Trips de outras empresas.

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Isso e a mesma coisa da venda de bilhetes emitidos com milhas, nao pode mas muita gente faz.

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Esse esquema só nao é mais velho que o dc-3!

 

 

Eu acho que é mais velho sim. Na época do Atlantico já existia esse "esquema" que aliás existem em toda e qualquer empresa aérea que tenha isso.

Na Varig SEMPRE aconteceu, na TAM acontece, na Gol...

Eu fico impressionado como um portal desse gasta tempo $$$ com jornalista pra escrever um parágrafo desse.

Por que eles não noticiam o que precisa ser noticiado como por exemplo que faltam apenas 2 anos pros jogos mundiais e NADA foi feito até agora.

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