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Aéreas dizem gastar R$70 mi por ano em auxílio a passageiros


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Aéreas dizem gastar R$ 70 mi por ano em auxílio a passageiros

 

O valor se refere à assistência a que as empresas foram obrigadas a prestar em 2011, por norma da Anac Dados incluem TAM, Gol, Avianca, Azul e Trip; regra que determina ajuda aos passageiros é de 2010

 

As cinco principais companhias aéreas brasileiras disseram ter gasto, juntas, cerca de R$ 70 milhões em 2011 em assistência aos passageiros a que são obrigadas a prestar em caso de cancelamento, atraso de voo ou overbooking.

 

 

A norma que impõe obrigações às empresas aéreas vale desde junho de 2010 e foi criada pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

Ela determina que as empresas têm de oferecer itens como acesso à internet, alimentação, transporte e hospedagem; quanto maior o tempo de espera do passageiro em caso de problemas, maior a indenização.

Inédito, o balanço foi feito pela Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) a pedido da Folha, com base em dados fornecidos por TAM, Gol, Azul, Trip e Avianca, associadas da entidade que, somadas, detinham em 2011 mais de 95% do mercado doméstico nacional.

A Abear não forneceu números por companhia ou por tipo de assistência prestada. A Webjet, adquirida pela Gol, não entrou na conta.

Os dados são relativos apenas ao pagamento das indenizações. Não incluem eventuais multas que a Anac aplicou às empresas por descumprimento da norma.

Consultada na tarde de quinta-feira, a Anac disse não ter como confirmar os dados.

QUEIXA

A principal queixa das empresas aéreas quanto à resolução é a determinação de compensar passageiros mesmo quando o problema não foi causado pela companhia, como greves ou problemas meteorológicos.

"Embora a responsabilidade de todo o processo de viagem de avião não seja exclusiva das empresas aéreas, são elas que indenizam os passageiros", informou a Abear.

Foi assim, por exemplo, com as cinzas do vulcão Puyehue, no sul do Chile, que chegaram a fechar o espaço aéreo em junho e julho de 2011 e deixaram voos nacionais e internacionais no chão.

Em dezembro, paralisação de funcionários terceirizados pela Polícia Federal no aeroporto de Cumbica (Guarulhos) também atrasou voos.

A Anac entende se tratar de risco inerente à atividade e que as companhias aéreas são responsáveis pelo passageiro que compra o bilhete. O Código de Defesa do Consumidor também atribui responsabilidade às empresas em casos assim.

Os cerca de R$ 70 milhões gastos quase dariam para comprar um jato ERJ 190 da Embraer, usado pela Azul e pela Trip, exemplificou a Abear. Seria possível também encher 1.400 aviões com passageiros em um voo doméstico. A entidade foi criada em agosto para representar o interesse das empresas.

NO VERMELHO

O setor aéreo anda no vermelho -TAM e Gol, as duas maiores e as únicas a divulgar balanço, tiveram prejuízo de R$ 335,1 milhões e R$ 710,4 milhões em 2011, respectivamente.

No segundo trimestre de 2012, os resultados negativos continuaram para TAM e Gol. O mau desempenho se deve ao impacto da desvalorização do real e ao aumento, no custo das empresas, do combustível de aviação.

MAL INFORMADO

Apesar do valor gasto, passageiros reclamam de que recebem assistência só quando procuram as companhias.

"O consumidor ainda é muito mal informado pelas empresas aéreas e, às vezes, tem que percorrer uma via-crúcis nos aeroportos para ter os seus direitos assegurados", afirma Paulo Arthur Goés, diretor executivo da Fundação Procon de São Paulo.

Sobre a queixa das empresas de que gastam com indenização até mesmo quando não têm culpa, ele comparou: "Se o passageiro perde o voo porque ficou parado no trânsito, a empresa devolve o dinheiro da passagem? Não. É a mesma coisa. As empresas têm que dar assistência seja qual for o motivo".

 

Para ANAC, gasto é proporcional ao serviço prestado

 

A Anac não comentou o valor que as empresas aéreas dizem ter gasto com indenização aos passageiros. A agência informou que não mantém consigo o total gasto pelas empresas com a assistência; o dado é fiscalizado em inspeções programadas, não programadas e também quando há denúncias de descumprimento, diz.

Assim, para validar os números calculados pela Abear, seria preciso ter acesso aos comprovantes das empresas, o que, na quinta-feira, a agência não soube informar.

Sobre o fato de, segundo as empresas, a resolução da Anac ter lhes imposto gasto, a agência respondeu: "Quanto melhor a qualidade dos serviços prestados, menores serão os transtornos aos passageiros e menores serão os custos das empresas com o cumprimento da norma".

A resolução 141 criou novos parâmetros para assistência ao passageiro. Até então, só quem esperava havia mais de quatro horas tinha direito a algum tipo de benefício.

O QUE ESTÁ POR VIR

A agência estabeleceu como uma das suas prioridades disciplinar o atendimento ao passageiro nos aeroportos.

Depois da resolução 141, outras normas se seguiram: uma delas, em vigor desde o primeiro semestre deste ano, prevê a divulgação do índice de atrasos e cancelamentos nos sites das companhias aéreas. Outra determinou a criação de balcões de reclamações nos aeroportos.

Há mais por vir: a Anac prepara norma que reduz de 30 para 7 dias o prazo para uma bagagem ser considerada extraviada. Obriga, ainda, a companhia aérea a indenizar na hora o passageiro que teve a mala perdida em R$ 305. A Folha antecipou uma prévia da norma em julho.

Segundo a Anac, o texto ainda irá para aprovação da diretoria e, depois, será submetido a audiência pública. Só então passará a vigorar.

Publicamente, as empresas aéreas não criticam as resoluções da Anac para evitar se indispor com a agência.

Nos bastidores, no entanto, chiam: entre as empresas, as normas receberam o apelido jocoso de "jabuticaba" -só existem no Brasil.

 

fonte: Ricardo Gallo para a Folha de São Paulo, via CECOMSAER 9 set 2012

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Uma coisa é fato, acho que problema meterológico não deveria causar dano para as empresas, mas para isso teriamos que melhorar na questão do aviso prévio do problema.

Quem sabe se a ANAC não pressionar o governo a melhorar o sistema de previsão do tempo no Brasil ?

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70 milhões que no final cobram de volta no preço das passagens. mas ainda prefiro esse sistema direto e objetivo do que outro que dependa de subjetividade e, consequentemente, (mais) burocracia.

 

com algum otimismo, mas uma hora o sistema como um todo vai melhorar, da infra às empresas, passando também pelo público.

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Dica bacana para as empresas: não quer ter que compensar o passageiro, não atrase o vôo!

 

Tá bom, "problema de meteoro" não é culpa deles, avião dá manutenção, etc

 

Mas tem muita falha de planejamento, as vezes muito graves.

 

Por curiosidade: quantos vôos que saem de CWB antes das 10h00 saem no horário?

 

E a hora que sair o ILS Cat III (seja lá ou em GRU) vão ficar de mimimi também ou vão colocar tripulações habilitadas?

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Bem feito. Que se estrepem cada vez mais.

 

No quesito de problemas meteorológicos ou outras intempéries, de fato, não acho que as empresas sejam as vilãs. Entretanto, contudo, todavia, são aspectos que DEVEM entrar no gerenciamento de risco (ou deveriam, pelo menos). Em qualquer negócio existem problemas conhecidos e que não estão sob seu controle, e para isso existe o 'Risk Management'. Então, elas não são tão "coitadinhas" assim.

 

Mas nos problemas de falta de planejamento, overbooking e demais mazelas operacionais, devem ser punidas sim.

 

Que tal, em vez de ficar de mimimi, tentarem fazer menos caca?

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Excelente a parte que diz se o passageiro atrasar por problema no transito, a companhia nao ira devolver o dinheiro do passageiro, alias vai tentar arrancar até o ultimo centavo dele para remarcar. Assim, atraso meteorológico, é culpa sim das companhias (risco inerente ao tipo de serviço prestado) e a mesma deve sim, pagar ao passageiro indenização

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Fato é que o excesso na cobrança pela Agência Reguladora um dia vai fazer o serviço melhorar. Mas há de se combater os absurdos, como esse de indenizar imediatamente o extravio de mala. Eu viajo com um amigo, despacho minha mala, combino com ele pra ele pegar minha mala na esteira de desembarque e vou até o balcão reclamar que a mala não veio. Ganho fácil R$ 305 de imediato. Determinar que um agente verifique um por um os passageiros desembarcando e confira seus tickets de bagagem é utópico. Imagina o desembarque de BSB numa sexta à noite e um bocó conferindo um por um e ainda cuidando pra ninguém passar sem conferir. A GOL fazia isso no GIG há um tempo e não dava muito certo... e o que tinha de passageiro que perdeu o ticket de bagagem e arrumava um escândalo por não poder sair com a própria mala "só" porque não pode provar que é dono dela...

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O custo da falta de infraestrutura e das exigências da agencia reguladora só podem sair do passageiro.Chega de mimimi e aumentem o preço das passagens.Parem com a guerra tarifaria,danosa a tudo e a todos.E cobrem do governo mais investimento.

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