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Situação atual e soluções para o GIG


Renan Lopes

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Caros,

 

Há algum tempo venho acompanhando os debates nesse forum e recentemente comecei participar de forma mais ativa desses debates. Não trabalho no setor aéreo, atuo no desenvolvimento de projetos de infraestrutura e sou carioca e adoro o Rio! Utilizo semanalmente o GIG/SDU e por dever de cidadão tenho obrigação de questionar a atuação da Infraero na gestão do aeroporto.

 

Retornando ontem de um voo da TAM de Fortaleza que pousou as 20:23, seguem as constatações:

 

1) Sinalização deficiente, placas sujas e em mau estado de conservação;

2) Continua a desorganização dos táxis com grileiros e atendentes disputando clientes no grito;

3) Finalmente foi criado um guichê interno para pagamento do estacionamento com cancela automática, mas não desativaram o sistema antigo - paga-se o estacionamento no terminal ou na cancela - 15 minutos de espera engarrafado no estacionamento, o carro da frente decidiu pagar com cartão e a atendente teve que sair da cabine e pegar uma máquina na cabine ao lado para processar o pagamento;

4) Escada do terminal que vai da pista até o corredor de desembarque estava parada; duas escadas e dois elevadores também; Meu voo de ida foi Avianca, deixei o carro no terminal 1 e desembarquei na volta no TPS2, e 2 de seis esteiras estavam funcionando.

5) O teto novo, recém reformado, já com sinais de infiltração, paneis quebrados e sujeira. Banheiros imundos! Manutenção zero!!!

6) O terminal 1 sujo, bastante sujo. Falta ônibus para desembarcar passageiros nos dias que o SDU fecha. Não há plano de contingência.

 

Não posso admitir como uma situação normal essa situação de abandono, de desleixo, posso entender que a demanda cresceu acima do esperado e que os recursos não foram corretamente alocados, mas o que está ai em cima é uma questão de falta de gestão, de má administração, falta de vontade e energia. É um péssimo cartão de vistas para a cidade e para o país, como segundo principal porto de entrada. Precisamos buscar soluções com urgência. Segue minhas sugestões:

 

a) Transparência e publicação dos custos e receitas os terminais; Abertura de capital e privatização dos sítios aeroportuários com foco nos investimentos necessários e não na arrecadação via outorga.

b) Implantação de 3a pista para minimizar interferência com SDU; Projeto de estacionamento integrado com novo terminal. Expansão de pátio!

c) Implantação de 3o terminal e implosão do terminal 1/2 para expansão com projeto moderno e racional, adequado as novas aeronaves de dois corredores e adequado a nova geração de aeronaves com corredor único com maior envergadura e melhor adequado aos critérios de segurança.

d) Mudança da base aéra para nova localidade - nova base ou retrofit de instalação militar atual.

e) Implantação de soluções de logistica BRT, metro e conexão com arco rodoviário para cargas.

f) Revisão e implantação de ILS III nas cabeceiras mais utilizadas e implantação de ILS na rwy 33.

 

O GIG é o maior sítio aeroportuário do país, com enorme potencial intermodal, estimativa de movimentação de 18 milhões de passageiros em 2012, é alavanca para outros investimentos e deveria ser gerido com eficiência e seriedade mas principalmente livre de influência político-partidária.

 

 

Abs,

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A Infraero acha que dá conta. Não sei como eles estimam que a capacidade em 2014 do aeroporto será de 44 milhões/pax/ano só com a reforma do TPS1 e a ampliação do TPS2.

Como a previsão é de não chegar nem perto de sse numero de passageiros está tudo bem!

http://www.infraero.gov.br/obras/index.php/br/galeao-rj

 

Sem a pressão da CM14, a concessão do GIG poderia ser bem melhor.

Com focu principalmente em gestão e nos investimento necessário como dito, 3° pista, aumento de pátio, terminal garagem e estacionamento remoto ( não como querem uma licitações em separado), início do TPS3 ( enquanto isso muito pátio por lá para o perdia e pernoite) e manutenção, gestão, carinho com o aeroporto, por que não dizer.

 

Acho a implosião do TPS1/2 uma idéia que gera antipatia e extrema, então que prossigam com as melhorias fazendo os concourses em frente aos terminais com uma ligação franca, integrada e fácil.

 

Tenho um fio de esperança se a Oderbrecht Transportes participar da concessão do Galeão a Supervia chegar ao aeroporto também.

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A projeçao da infraero para 2014 esta totalmente equivocada, Esse ano o GIG deve chegar proximo a 18 milhoes de paxs. Em 2014 podemos esperar pelo menos 26 milhoes de paxs .

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O T1 por mim tem uma chance de sucesso: ser implodido e ver no lugar um terminal mais inteligente. Com o estacionamento sendo " lacrado " por ser debaixo do terminal, seria uma excelente oportunidade para isso, bastando construir um T3.

 

Para o resto, como bem disse o A345... basta tirar das garras da Infraero. Lampada queimada se troca... mas na Infraero nao e' bem assim

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A improvisação que tem pautado as políticas governamentais para o setor aéreo, aliado com a péssima gestão da Infraero que não se modernizou e principalmente pela total falta de planejamento, resulta nisto que ai esta.As decisões são tomadas de forma atribulada sem planejamento estratégico e s ações executadas por ‘’vicios’’ corruptos históricos.Que se inspirem no GIG ,pelo menos como é o contrato de gestão da Supervias no Rio.

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A Infraero acha que dá conta. Não sei como eles estimam que a capacidade em 2014 do aeroporto será de 44 milhões/pax/ano só com a reforma do TPS1 e a ampliação do TPS2.

Como a previsão é de não chegar nem perto de sse numero de passageiros está tudo bem!

http://www.infraero.gov.br/obras/index.php/br/galeao-rj

 

Sem a pressão da CM14, a concessão do GIG poderia ser bem melhor.

Com focu principalmente em gestão e nos investimento necessário como dito, 3° pista, aumento de pátio, terminal garagem e estacionamento remoto ( não como querem uma licitações em separado), início do TPS3 ( enquanto isso muito pátio por lá para o perdia e pernoite) e manutenção, gestão, carinho com o aeroporto, por que não dizer.

 

Acho a implosião do TPS1/2 uma idéia que gera antipatia e extrema, então que prossigam com as melhorias fazendo os concourses em frente aos terminais com uma ligação franca, integrada e fácil.

 

Tenho um fio de esperança se a Oderbrecht Transportes participar da concessão do Galeão a Supervia chegar ao aeroporto também.

 

O T1 principalmente foi desenhado numa epoca diferente, colunas no saguao comprometem a flexibilidade e seguranca. Estacionamento e espaco comercial subdimensionados e nao adequados realidade atual, pontes de embarque e espacamento...considerando q as novas aeronaves de corredor unico ja estao com 40m de envergadura, um problema para CGH tb, apesar do proejto recente. O T1 nao foi desenhado para ser um terminal com volume expressivo de pax em conexao, a pesar de ser um Hub INternacional na epoca. Temos exemplo em outros aeroportos JFK, IAD, Heathrow etc que a demolicao permitiu novos terminais mais adequados, flexiveis T5 de Healthrow e T4 Madrid sao exemplos do que chamo de flexibilidade, estrutura externa que permite de forma mais facil adequar os terminais para as constantes mudancas, operacional e energeticamente. O maracana é um belo exemplo do que nao fazer esta custando quase o dobro de um Estadio mais moderno e adequado.

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Embarquei para Milão na business da TAM, do GIG com conexão em GRU, reparando no teto do embarque do T2, vi pelo menos 40 aparelhos de ar condicionado tipo split. Sou diretor de uma empresa de energia e sei o quanto é ineficiente esse tipo de instalação em grandes áreas, é o retrato da falta de compromisso. Grande parte dos shopping centers do rio e SP possuem central de cogeração a gás, permitindo gerar energia elétrica, evitando o sobre preço no horário de pico e ainda assim através do calor da exaustão gera-se, por ciclo de absorção, ar gelado, isso é o normal hoteis, shopping centers, etc utilizam cogeração de energia como padrão. No GIG é mais essa gambiarra, mas não interessa quem paga a conta final é o consumidor.

 

Para informar a vocês, o desembarque em GRU ontem foi feito na remota, ok, mas os passageiros em conexão foram direcionados para um corredor para passar num raio-x e ir direto para a sala de embarque, por só ter 01, isso mesmo, um equipamento em operação foram 40 minutos para chegar ao portão de embarque. O resultado final é que nem o free shop de saída, jornaleiros, lojas, etc ninguém viu um centavo dos pax de um A320 lotado com pax em conexão, por causa da perda de tempo num raio-x. De novo aqui não interessa o fluxo de pax no terminal, cobra-se o aluguel do mesmo jeito até o lojista quebrar. Não é a toa que a receita não-aeronáutica é ridícula quando comparada com outros terminais do mesmo porte. Outro efeito é o aumento do preço dos serviços para justificar o pagamento do aluguel, é uma gestão tão arcaica que todos saem perdendo...é ridículo.

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