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Azul terá prejuízo milionário com voos cancelados em Campinas


BruceLee

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Pista do aeroporto de Viracopos ficou interditada por 45 horas e companhia não consegue precisar prejuízo

 

Brasil Econômico - Cintia Esteves | 16/10/2012

 

 

O trem de pouso quebra e o avião se arrasta por 800 metros deixando diversas peças pelo caminho. Na noite do último sábado, a aeronave de carga da empresa Centurion levou apenas alguns segundos para interditar a pista do aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), mas precisou de 45 horas para ser removida. A conta? Dezenas de milhões de reais por dia de prejuízo para a Azul, empresa responsável por 85% das aterrissagens e decolagens em Viracopos, além de 30 mil passageiros prejudicados, quase 500 voos cancelados e 15 aeronaves da companhia presas em solo.

Outras empresas aéreas, como Tam e Gol, também usam o aeroporto, mas a Azul foi a mais prejudicada, pois não possui licença para operar em outros terminais de São Paulo. “É difícil calcular o prejuízo. Sabemos que são dezenas de milhões de reais por dia”, diz Gianfranco Beting, diretor de comunicação da Azul.

O executivo preferiu não apontar um culpado para a demora na liberação da única pista de Viracopos. “A questão é entender porque demorou tanto, mas sabemos que as autoridades e a Centurion fizeram tudo que estava ao alcance delas para resolver o problema.” Para o professor do curso de ciência aeronáutica da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), Ênio Dexheimer, o gigante de 149 toneladas que encalhou na pista trará pesadas consequências para a Azul. “O acidente pode comprometer o resultado positivo que a empresa teria no ano inteiro. Isto porque as margens de lucro deste segmento são muito baixas”, afirma. O especialista diz que a remoção lenta é resultado da falta de infraestrutura dos aeroportos brasileiros. “O acidente não teve vítimas e o avião não pegou fogo, portanto, nada justifica esta demora. Em qualquer outro aeroporto do mundo o problema teria sido resolvido em poucas horas”, afirma.

A operação foi mal conduzida pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), diz o engenheiro aeronáutico e professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Jorge Leal Medeiros. “A Infraero se apegou a uma lei que responsabiliza a companhia aérea em casos como este, mas o gerenciamento da crise é dela. O fato é que a Infraero ficou com medo da aeronave quebrar e ter que arcar com o prejuízo”, afirma.

O equipamento que removeu a aeronave contava com três partes, cada uma delas estava localizada em uma região do estado de São Paulo. Segundo Medeiros, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) deveria obrigar cada operadora de aeroporto ter um equipamento deste.

O fato de Viracopos ter apenas uma pista de pouso também agravou a situação. “Este é o resultado da falta de infraestrutura dos aeroportos brasileiros”, diz Dexheimer, da PUC-RS. Mas Viracopos não está sozinho. Apenas seis, dos 67 aeroportos administrados pela Infraero possuem mais de uma pista.

A concessionária Aeroportos Brasil, que administra Viracopos, anunciou em setembro deste ano a intenção de antecipar a construção da segunda pista de pouso para 2017. O prazo inicial era 2023. Após a conclusão das obras, o aeroporto se tornará o primeiro da América Latina a ter operações simultâneas de decolagem e pouso.

As outras companhias aéreas tiveram menos problemas para contornar o acidente. Os passageiros da Tam foram levados para aeroportos próximos e acomodados em outros voos da companhia. Em alguns casos, os clientes desembarcaram em São Paulo e foram transportados de ônibus até Campinas.

A Gol direcionou os voos com destino a Viracopos para os aeroportos de Congonhas e Guarulhos, região metropolitana de São Paulo.

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Bom, na minha opinião, a "Centurions" :envergonhado: vai ter no minimo que pagar alguma coisinha "minima" pra azul pelo preju ... me corrijam se eu estiver errado em ..

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Bom, na minha opinião, a "Centurions" :envergonhado: vai ter no minimo que pagar alguma coisinha "minima" pra azul pelo preju ... me corrijam se eu estiver errado em ..

 

Talvez se depois da investigação ficar comprovada negligência da Centurion em algum momento pode até ser.

O risco de um avião quebrar e travar um aeroporto é inerente a atividade aérea.

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Pois é...não foi só a Azul que teve prejuízo.Se pagar para a Azul, vai ter que pagar para as demais.Eu sinceramente acho que não vão arcar com todo esse prejuízo não.Por mais que a ###### tenha sido feita, eles se salvaram de um acidente que poderia ter sido muito pior.Creio, que somente após as investigações é que poderemos dizer o que eles devem ou não pagar.

 

O problema é que a estrutura aeroportuária é isso ai que estamos vendo, extremamente frágil.E por isso ocasionou tamanho transtorno.

Quero ver se acontece uma zica dessa na copa ou olimpíadas...vão ter que trazer os turistas de navio, que irão chegar só depois do evento.

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Olha sei que pode ter sido uma "fatalidade", "acidente", como queiram, mas poderia a Azul regressar as perdas e danos decorrentes do acidente?! Eu ate entendo isso em um caso de acidente entre civis e uma empresa, ou entre civis, mas confesso não ter visto ainda um caso entre duas empresas aéreas cumulando-se ainda o fato de uma delas ser estrangeira. Alguem mais expert no assunto pode esclarecer?! Agradecido.

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Se não houvesse a concentração em um único hub talvez não haveria prejuízo milionário.

 

Se a Azul fizesse hubs de distribuição em várias regiões do país poderia balancear os voos. Mas não, há essa maldita concentração em SP e ainda diz que a culpa é do governo, da Centurion, da Carminha...

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Se não houvesse a concentração em um único hub talvez não haveria prejuízo milionário.

 

Se a Azul fizesse hubs de distribuição em várias regiões do país poderia balancear os voos. Mas não, há essa maldita concentração em SP e ainda diz que a culpa é do governo, da Centurion, da Carminha...

 

No Brasil a culpa é de quem espera que as coisas funcionem?

Só pra eu entender. Porque no resto do mundo quando as coisas não funcionam a culpa é de quem as impede de funcionar.

 

Daqui a pouco vão falar que quando uma mulher é abusada é culpa dela que usou roupas provocantes... Ou quando alguém é assaltado a culpa é desse alguém por ter "vacilado"...

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Se não houvesse a concentração em um único hub talvez não haveria prejuízo milionário.

 

Se a Azul fizesse hubs de distribuição em várias regiões do país poderia balancear os voos. Mas não, há essa maldita concentração em SP e ainda diz que a culpa é do governo, da Centurion, da Carminha...

 

É fato! Se a Azul não tivesse concentrado 85% dos seus vôos em um aeroporto com apenas uma pista, o efeito poderia ter sido bem menor. Tudo bem que a probabilidade disso ocorrer novamente é baixa, mas existe. E até poderia ser uma acft dela mesma. É um risco que eles assumiram quando tomaram a decisão de concentrar a grande maioria de seus voos em VCP. O problema não é a concentração em VCP em si, e sim em um aeroporto que não oferece muitas opções de "escape". Basta uma aeronave varar a pista para causar outro "estrago". Não precisa nem quebrar o trem de pouso...

 

Sei que não é mais "correto", mas acho que a Azul, como principal interessada, poderia ter providenciado a remoção do MD-11 o mais rápido possível. Depois mandasse a conta para a Infraero ou quem quer se que seja que tenha que arcar com a retirada da aeronave. Com prejuízo da ordem de "dezenas de milhões por dia", na minha opinião valeria a pena. Pois a Infraero com certeza não vai ressarcir esse prejuízo. A conta da retirada teria mais chance de ser rassarcida, exceto se houver algum entrave legal do qual não estou ciente. Quanto poderia ter custado juntar alguns guinchos grandes rapidamente? Mesmo que fosse uns 2 ou até 5 milhões, na minha opinião valeria a pena, face o prejuízo que eles tiveram com a paralisação das operações...

 

Claro que o mais certo seria a Infraero ter os equipamentos adequados disponíveis e prontos para uso em caso de necessidade. O aeroporto não recebe wide-bodies cargueiros com frequência e é considerado o principal terminal cargueiro do país? Então com certeza merecia ter os equipamentos disponíveis, pois com o tráfego mais frequente a chance de uma interdição de pista por um wide-body é maior. E seria um investimento bem menor e menos burocrático que a segunda pista, pelo menos para amenizar esse tipo de situação...

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uai...que isso...não entendo vocês...nos EUA na Europa, dá uma nevasca em alguma dessas bases e as empresas param por dois dias e estão preparadas pra esses acontecimentos...aqui no Brasil durante dois dias a Azul deixa de ganhar e coitada dela? Até parece....trabalha mais e chora menos!!!!

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E outra coisa...se a Azul processar a Centurion por isso vai ser um vexame...porque e se fosse um avião dela? Jogar pra grama é que não ía.

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uai...que isso...não entendo vocês...nos EUA na Europa, dá uma nevasca em alguma dessas bases e as empresas param por dois dias e estão preparadas pra esses acontecimentos...aqui no Brasil durante dois dias a Azul deixa de ganhar e coitada dela? Até parece....trabalha mais e chora menos!!!!

 

Trabalhar mais? O que você sugere que ela faça? E onde você viu a Azul chorando? Os caras ficam impedidos de operar 2 dias e não pode sequer divulgar o prejuízo estimado? Por favor né. A empresa foi a que menos criticou. Resolveu a crise sozinha, inclusive um dos diretores veio a público e disse que a companhia aérea não culpava ninguém. Acho que você estava viajando no feriado e não acompanhou. A malha está rodando desde ontem sem grandes atrasos.

 

Também não entendi onde caberia um vexame num eventual processo. A responsabilidade de remoção é do operador da aeronave e depois do operador aeroportuário. Não sou advogado e posso estar até enganado, mas nunca ouvi falar de uma contestação hipotética como essa "e se fosse o avião do fulano" .. isso não existe.

 

Daqui a pouco vão começar a exigir que a Azul peça desculpas a sociedade pelos transtornos causados. E olha que pelo prejuízo aos passageiros ela já pediu. É por isso que as coisas estão desse jeito. Ao invés de cobrar de quem é de direito, previsto em lei, ficamos nessa de ajudar a incompetência a inventar as desculpas. A Azul que não deveria ter a malha concentrada lá, o kit que é caro, o paletó que estava de folga e não podia largar a carne na churrasqueira e por aí vai.

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Após a conclusão das obras, o aeroporto se tornará o primeiro da América Latina a ter operações simultâneas de decolagem e pouso.

 

 

Será que a reporter Cíntia Esteves nunca passou pelo aeroporto de Brasília nos últimos tempos? Pois lá o aeroporto tem duas pistas, bastante distantes uma da outra, e que funcionam simultaneamente para pousos e decolagens já há algum tempo.

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Ninguem pode se eximir das suas culpas, tem amigo dizendo por ai que se fosse a Azul no canto da empresa Centurion faria a mesma coisa. Ora, isso não a eximiria de possiveis responsabilidades, alias se fosse o caso, que ela também fosse punida. Entendam que o no sso país parece um cabaret, mas não é, eu acredito na nossa justiça, que apesar de lenta uma hora ela chega. A culpa pelo fato é clarevidente, a Centurion tem responsabilidade por tal, mas o desfecho essencialmente tem a Infraero como parceira, uma vez que se a empresa não consegue sanar a eventualidade a infraero deve proceder, e não houve uma coordenação entres as duas. Um fato novo, é qua a Azul vai acionar a Infraero pelo prejuizo bagatela de 10 milhões de reais, alguem tem que pagar o pato.

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Se não houvesse a concentração em um único hub talvez não haveria prejuízo milionário.

 

Se a Azul fizesse hubs de distribuição em várias regiões do país poderia balancear os voos. Mas não, há essa maldita concentração em SP e ainda diz que a culpa é do governo, da Centurion, da Carminha...

Se a Azul julga que é melhor funcionar com um unico Hub é pq realmente deve ter suas razões. A culpa do prejuízo se chama Brasil e sua péssima infraestrutura e falta de seriedade.

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