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Com cancelamento da oferta, ações da Multiplus chegam a subir mais de 9%


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Com cancelamento da oferta, ações da Multiplus chegam a subir mais de 9%

 

Companhia havia anunciado em 8 de março que pretendia levantar cerca de R$ 800 milhões através da emissão; BDR da Latam despenca 7,5%

 

Por Thiago Salomão |10h56 | 28-03-2013 A A A

 

SÃO PAULO - Menos de um mês depois de protocolar na Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) a intenção de realizar uma oferta pública primária de ações, a Multiplus (MPLU3) desistiu de realizar essa operação, segundo fato relevante divulgado na manhã desta quinta-feira (28). A notícia foi muito bem recebida pelo mercado e os papéis disparam na BM&FBovespa.

Segundo cotação das 10h54 (horário de Brasília), as ações da companhia responsável pelo programa de fidelidade de clientes da TAM registravam alta de 6,31%, cotadas a R$ 30,15. Na máxima do dia, esses ativos chegaram a valer R$ 31,09, o que representava valorização de 9,63% em relação ao fechamento anterior.

O volume financeiro também impressiona, visto que os ativos MPLU3 já movimentaram R$ 26 milhões nestes primeiros minutos de pregão, mais que a metade do que eles costumam movimentar durante um dia inteiro de negociação - segundo giro financeiro médio das últimas 21 sessões.

 

Multiplus desiste realizar oferta: ações chegam a subir mais de 9%, enquanto Latam despenca 7,5% (Divulgação)

A desistência

"A Multiplus protocolou, nesta data, correspondência perante a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), informando a desistência do pedido de registro da oferta de distribuição pública primária de ações ordinárias de emissão da companhia, em razão das condições econômicas desfavoráveis à realização da oferta verificadas nos mercados financeiro e de capitais brasileiro e internacional", afirmou a empresa em comunicado.

A companhia planejava vender 27 milhões de ações ordinárias em lote inicial. Se considerados lotes extras, a operação tinha potencial para movimentar cerca de R$ 1 bilhão. O dinheiro levantado seria utilizado para comprar passagens de sua controladora, a TAM, que deixou a bolsa após a fusão das operações com a chilena Lan Airlines, que deixou origem à Latam (LATM11). Essa quantia seria diretamente transferida para o balanço da controladora, através de compra de passagens aéreas.

Vale lembrar que as ações da Multiplus vinham sendo duramente penalizadas na Bovespa, não só pelo anúncio da oferta de ações como também pela mudança no processo de troca de pontos por passagens aéreas anunciada pelo Itaú em fevereiro - mesmo com esta alta, os ativos MPLU3 ainda acumulam perdas de 35% em 2013. Neste mês, o desempenho ainda é negativo em quase 17%.

Por quê uma oferta impacta na ação?

Geralmente, o anúncio de uma oferta de ações pressiona a cotação desses papéis no mercado, visto que a emissão de novos papéis dilui a participação dos atuais acionistas que optarem por não comprar os ativos, podendo impactar também na quantia paga em dividendos por ação.

Além disso, como o preço dos papéis ofertados são baseados no histórico de cotações da ação, o mercado tende a puxar esses preços para baixo com o intuito de deixar a precificação mais baixa no momento da oferta.

Por fim, a injeção de mais ações no mercado pode provocar um "overhang" (excesso de liquidez), trazendo distorções entre oferta e demanda.

Impacto na Latam

Sem poder mais contar com esse capital, a Latama vê seus BDRs (Brazilian Depositary Receipts), que são os recibos negociados na Bovespa que representam as ações da companhia na bolsa chilena, desabam 7,53% no mesmo horário, valendo R$ 40,50 - seu pior preço desde que começaram a ser negociados a Bovespa, em junho de 2012.

Contudo, é importante destacar a baixíssima liquidez desses ativos, que tiveram até o momento 6 negócios nesta quinta-feira.

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Fonte: Infomoney

 

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Menos de um mês depois de protocolar, na Associação Brasilei­ra das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, a intenção de realizar uma oferta pública primária de ações, a Multiplus, desistiu da operação.

Por Cláudio GRADILONE

Papéis avulsos

 

Menos de um mês depois de protocolar, na Associação Brasilei­ra das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, a intenção de realizar uma oferta pública primária de ações, a Multiplus, presidida por Eduardo Gouveia, desistiu da operação, pois “as condições econômicas estão desfavoráveis”. A notícia foi bem recebida pelo mercado e os papéis da companhia iniciaram abril acumulando alta de 2,7% nos três primeiros pregões.

 

 

 

Alguns analistas haviam questionado a decisão da empresa de milhagem de lançar novos papéis no mercado por considerarem o momento ruim para suas ações, que registram queda de 35,1% no ano. Segundo Mario Pierry, analista do Deutsche Bank, que mantém a recomendação de compra para os papéis da com­pa­nhia, o anún­cio da desistência é positivo, pois elimina a expectativa de diluição dos ganhos dos acionistas. A empresa planejava vender 27 milhões de ações ordinárias em lote inicial. Se considerados os lotes extras, a operação tinha potencial para movimentar cerca de R$ 1 bilhão.

 

 

 

 

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Foram prudentes, o mercado de capitais não está muito sedentos por ofertas de ações e a expectativa do IPO da BB Seguridade minou os planos da Multiplus.

Na minha opiniao a Gol deveria fazer o mesmo,esperar o Ipo do Smiles,pode ser que não tenham interessados e o Ipo vire um mico com uma arrecadação abaixo da previsao ou possível desistência por falta de interessados

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