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Oito mil aposentados da Varig podem ficar sem pensão a partir de junho


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http://veja.abril.co...artir-de-junho/

 

Oito mil aposentados da Varig podem ficar sem pensão a partir de junho

 

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo....9#ixzz2QisvxZep

© 1996 - 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

 

RIO – O Aerus (fundo de pensão de empresas do setor aéreo, entre elas a Varig) completa hoje sete anos de intervenção judicial. São 22 mil pessoas que contribuíram com o fundo para ter um futuro digno e que desde 2006, quando foi decretada a intervenção, não recebem o que lhes é devido. A pior situação é a dos 8.170 participantes do chamado plano 1 da Varig, que só têm asseguradas suas aposentadorias até junho. Muitos contraíram dívidas para pagar contas básicas, como telefone e luz, e dependem de parentes e amigos para custearem tratamentos de saúde.

A esperança para essa legião de aposentados e pensionistas é que duas ações que correm na Justiça tenham decisões favoráveis a eles. Uma delas está com o presidente do Superior Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, desde fevereiro. Nela, sindicatos e associações do setor pedem que a União assuma o pagamento das aposentadorias.

 

A ação foi ajuizada em 2004 e teve o seu pedido de tutela antecipada reconhecido dois anos depois. Após longa discussão jurídica, o STF condicionou, em 2010, a aplicação da tutela à decisão de primeira instância. Isso aconteceu em julho de 2012, quando o juiz Jamil Oliveira, da 14ª Vara Federal de Brasília, proferiu sentença favorável aos aposentados, mas a Advocacia Geral da União (AGU) derrubou a decisão em outubro, o que fez o caso voltar ao STF.

 

A outra ação tem como autor o próprio Aerus. O fundo pede que o governo federal assuma o pagamento ao fundo de pensão da taxa de 3% que incidia sobre a venda de passagens domésticas nacionais. Essa taxa era uma das fontes de recursos do Aerus quando ele foi criado, em 1982. As outras eram os trabalhadores e as empresas patrocinadoras, das quais Varig e Transbrasil eram as principais.

 

A taxa, que seria válida até 2012, foi revogada nos anos 90 pelo antigo Departamento de Aviação Civil (DAC) — hoje o setor é regulado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Estima-se que o pagamento retroativo some R$ 7 bilhões. A ação foi indeferida em primeira instância e está no Tribunal Federal Regional de Brasília. Os aposentados fazem hoje protesto na Cinelândia, no Rio, para chamar atenção para sua causa.

 

— Quando o fundo foi criado, a base atuarial considerava a taxa de 3%. De uma hora para outra, isso nos foi retirado. Estamos cada vez mais longe de tudo o que construímos — diz Thomaz Raposo, presidente da Associação dos Participantes e Pensionistas do Aerus (Aprus).

 

Protesto na Cinelândia

 

Além da extinção da taxa, as contribuições da Varig escassearam. Até que, em 2005, a aérea entrou em recuperação judicial e foi dividida em duas. A parte boa foi vendida em 2006 à sua ex-subsidiária VarigLog — então controlada pelo fundo americano Matlin Patterson — e, no ano seguinte, à Gol.

 

A parte podre, rebatizada de Flex, teve a falência decretada em 2010, deixando dívida com o Aerus de R$ 3 bilhões. Nesse meio tempo, a Varig fez 21 renegociações de dívida com o fundo. Todas aprovadas pela antiga Secretaria de Previdência Complementar, hoje Previc, ligada ao governo federal. Por isso, o juiz Jamil Oliveira entendeu que a União deve assumir os benefícios.

 

— Em 12 de abril de 2006 começou o drama, foi o dia fatídico. Passei a receber 70% do que recebia, e hoje recebo pouco mais de 10%. É uma tragédia silenciosa — lamenta o ex-comissário da Varig Paulo Resende, de 64 anos, que contribui com o Aerus desde 1983.

 

Casado e pai de dois filhos que ainda vivem com ele, Resende recebe R$ 592 mensais, mas deveria receber R$ 4.716. Do INSS ganha ainda R$ 3.400 por mês, mas quase R$ 1 mil estão comprometidos com empréstimos consignados (com desconto em folha). Tem também dívidas com o Banco do Brasil e com o Itaú-Unibanco, contraídas para quitar contas atrasadas.

 

Para dar sobrevida ao Aerus, seus interventores reduziram o pagamento devido aos participantes a partir de 2006. Dos 22 mil, 17 mil são ex-funcionários da Varig, herdeiros ou cônjuges. Quem está no plano 1 da Varig recebe, em média, 10% do valor que deveria receber. Os aposentados do plano 2 recebem cerca de 60%, segundo José Pereira, interventor do fundo. Se todos os participantes recebessem o que lhes é devido, a folha atingiria o patamar de R$ 23 milhões mensais.

 

O desdobramento em dois planos foi feito em meados dos anos 90. A diferença é que, no plano 1, o contribuinte sabia quanto ia receber no futuro. No plano 2, o benefício poderia variar de acordo com o rendimento das aplicações. Apesar de mais arriscado, as 9.190 pessoas do plano 2 estão em melhor situação. Há garantia de pagamento até 2015.

 

Liquidação do fundo à vista

 

Segundo Pereira, a previsão de fim de pagamento para o plano 1 era abril, mas ele conseguiu vender algumas ações e dar fôlego aos participantes por mais dois meses. O interventor tem mais algumas ações e dois imóveis que, se forem vendidos, poderiam ampliar a sobrevida do plano 1 até o fim de 2013, e a do plano 2, até 2016. Depois disso, o pinga-pinga cessa de vez.

 

— Já estamos avaliando liberar o dinheiro de uma só vez e liquidar alguns planos.

 

O ex-comissário da Varig José Carlos Bolognese, de 65 anos, é outra vítima da derrocada da aérea. Ele contribuiu com o Aerus por 20 anos, até 2002, quando se aposentou. Deveria receber R$ 4.800 mensais, mas apenas R$ 930 são depositados em sua conta a cada mês. Do INSS, recebe ainda R$ 1.600 por mês, insuficientes para pagar o plano de saúde. Sua mulher se acidentou e rompeu o ligamento de um dos joelhos. Só consegue ir às sessões de fisioterapia porque amigos se dispuseram a arcar com os custos.

 

— A Varig quebrou, e os trabalhadores é que pagam o pato — queixa-se Bolognese.

 

 

 

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo....9#ixzz2Qit2Cnwc

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O Estado deveria sim assumir as obrigações do Aerus, pois fez vistas grossas nos acordos entre Varig-Aerus que no final prejudicavam o plano de aposentadoria. Sem falar que o retirou sua parte na Aerus (snme era 1/3 a Varig bancava, 1/3 funcionários e 1/3 Estado através de um valor incluso na taxa aeroportuária).

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— A Varig quebrou, e os trabalhadores é que pagam o pato — queixa-se Bolognese.

 

é... um resumo do que houve de podre na aviação brasileira dos anos 2000...

 

a oração é a mesma, é só trocar o sujeito. TR, VP, RG...

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É um absurdo, pior que a legislação não dá nenhum respaldo a esses trabalhadores. Não há, pelo menos na lei, como bloquear contas da união, arrestar e sequestrar bens e dinheiro. Enfim, de nada adianta a sentença garantir a pensão se não há como efetivar a decisão.

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Garantia de celeridade no julgamento de ações dos aposentados do Aerus

 

 

 

 

“Hoje, comparecemos à tribuna para transmitir aos aposentados do Aerus esta mensagem de esperança, a todos aqueles que já desesperançados se encontram, uma vez que lutam, há tanto tempo para ver os seus direitos assegurados”. A afirmação foi feita na sessão plenária desta quarta pelo senador Alvaro Dias, ao relatar encontro que teve com o presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa. Na ocasião, o senador apresentou ao ministro o apelo dos aposentados do Aerus, o fundo de pensão de ex-funcionários da Varig e Transbrasil, e disse que há um cenário de injustiça vivido por esses trabalhadores, já que o governo Dilma se recusa a atender os seus direitos. Segundo Alvaro Dias, o ministro Joaquim Barbosa garantiu que em poucos dias pautará o julgamento de todas as ações que se encontram no STF e que dizem respeito aos direitos adquiridos dos aposentados do Aerus. “Há, agora, um compromisso de um homem de bem, de uma figura excepcional da República, que é o Presidente do Supremo. Uma figura que já se torna histórica, pelo seu comportamento, pela sua postura de intransigência ética. Temos a certeza que, brevemente, teremos o julgamento das ações que interessam aos aposentados do Aerus”, concluiu. (Postado por Eduardo Mota – assessoria de imprensa)

 

http://www.alvarodia...tados-do-aerus/

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Muito triste minha gente,direitos básicos não sendo respeitados no Brasil.

Pessoas morrendo vendo seus direitos sendo desrespeitados e perdendo suas esperanças nos valores morais de uma sociedade.

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  • 3 months later...

Meus prezados:

POUSO FORÇADO

Privação financeira aflige os aposentados do Aerus.

Valores pagos pelo fundo de previdência da Varig minguam a cada mês e podem se esgotar em breve

A promessa de uma aterrissagem segura na aposentadoria ao aderir ao Aerus se transformou em decepção e angústia para Valmir Dexheimer Goeth, 76 anos, e outros 10 mil ex-trabalhadores de empresas como Varig e Transbrasil. Com recursos esgotados pelo pelo fim do patrimônio das companhias, cuja venda garantia o pagmento da folha, os beneficiários temem ficar sem receber nos próximos meses.

 

Os primeiros prejudicados seriam os cerca de 8 mil aposentados pelos planos 1 da Varig e da Transbrasil. Há sete anos, eles já recebem apenas 8% do que teriam direito – e, para piorar, sem correção, devido ao fim das companhias e à intervenção federal no fundo de pensão.

 

Goeth deixou a ativa em 1992 como instrutor de mecânicos na Varig, a aérea gaúcha que se tornou símbolo de orgulho para os brasileiros. Até 2006, pôde usufruir do conforto proporcionado pelo beneficio que recebia, fruto da contribuição iniciada em 1983, um ano depois da criação do Aerus. Com ruína da companhia e do fundo, viu a sua situação financeira se deteriorar aos poucos.

 

Quando jovem, Goeth planejava chegar a esta idade com uma renda que garantiria estabilidade, mas hoje recebe apenas R$ 400 mensais.

 

– A minha situação foi degringolando dia a dia – relata Goeth, integrante de um grupo de beneficiários que na última terça-feira foi ao aeroporto Salgado Filho participar de um protesto contra a situação do Aerus que se repetiu em quatro capitais.

 

Beneficiários cortam gastos para enfrentar a baixa renda

 

Com o colapso do fundo de previdência complementar – a Varig não repassava o dinheiro descontado dos funcionários e também fez empréstimos com o Aerus –, ficaram para trás as idas ao supermercado sem se preocupar com a conta e os passeios com a família. O carro, ano 1995, foi dado pelo filho. Enquanto tinha saúde plena, Goeth ainda conseguia trabalhar para garantir uma renda extra. Tratada pelo SUS por não ter como pagar um plano de saúde, a artrose nos joelhos se tornou mais uma limitação.

 

– Ano passado aluguei a minha casa e fui para um apartamento menor – conta Goeth, que reforçou o orçamento com a diferença entre o aluguel que paga e o que recebe, além do salário mínimo que ganha do INSS.

 

A aflição do ex-instrutor é compartilhada por Isa de Moraes Cordeiros, 76 anos. Viúva de um ex-piloto por quatro décadas na Varig, ela recorda da confiança do marido que, ao contribuir pelo teto para o Aerus desde a criação do fundo, não temia qualquer aperto financeiro no futuro.

 

– Meu marido sempre falava que, quando ele se fosse, eu ia ficar muito bem – conta a pensionista.

 

E até 2006, ficou. Na época, recebia R$ 3,5 mil. Corrigido, calcula, o valor hoje seria de pelo menos R$ 6 mil. A cada mês, no entanto, pingam somente R$ 447.

 

– Baixou muito o meu padrão de vida. O condomínio onde moro é caro, o plano de saúde é caro. Faço muito empréstimo – revela Isa, que admite estar “muito endividada”.

 

Não fosse a aposentadoria pelo INSS, o quadro seria ainda mais dramático. Mesmo assim, precisou vender a casa na praia, o carro e abriu mão de qualquer possibilidade de lazer que envolva gasto adicional.

 

O marido de Isa era amigo e colega do pai da psicóloga Marcia Cassali, que levou a mãe de 82 anos para o protesto no Salgado Filho. Graças à aposentadoria do INSS e a aplicações feitas pelo pai em vida, a família não chegou a passar necessidade com a derrocada do Aerus. Mesmo assim, precisou se desfazer de patrimônio para pagar algumas contas.

Goeth é um dos 10 mil ex-trabalhadores da Varig que viram sua renda encolher com a ruína do fundo de aposentadoria complementar

http://www.clicrbs.c...ge/15342522.jpg

A TRAJETÓRIA

1927

- Nasce a Varig, em Porto Alegre

1955

- É fundada a Transbrasil

1981

- Grupo de trabalho da Aeronáutica estuda a criação do Aerus, com sede no Rio

1982

- Aerus é criado por Varig, Cruzeiro e Transbrasil para ser uma entidade fechada de previdência complementar. Na época, contava com 18,3 mil participantes

1983

- Concede a primeira aposentadoria

1987

- Inauguração do escritório na Capital

2001

- Transbrasil encerra as operações

2006

- Em abril, a Secretaria de Previdência Complementar determina intervenção no Aerus e liquidação extrajudicial dos planos de benefícios da patrocinadora Varig

2007

- Gol compra a chamada “nova” Varig

2010

- A falência da “velha” Varig, decretada há menos de um mês, é suspensa pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Permanece como uma empresa em recuperação judicial

2013

- Gol ainda usa a marca Varig em 12 de suas aeronaves

 

Beneficiários ocupam sede

 

Em protesto contra a falta de uma solução, desde o dia 27 de junho um grupo de aposentados está acampado na sede do Aerus, no centro do Rio. Apesar da idade avançada, com média de 75 anos, dormem em colchonetes nos corredores à espera de um desfecho para o caso da Aerus. A ocupação é transmitida ao vivo pelo site do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) – o que apelidaram de “Big Brother por justiça”.

 

A indignação cresceu com a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, de negar um recurso que beneficiaria os aposentados. A tentativa era de receber uma indenização antecipada da União, responsabilizada pela má gestão do Aerus. A revolta foi maior porque, em maio, Barbosa já havia suspenso o julgamento que envolvia indenizações da União à Varig devido ao congelamento das tarifas aéreas entre 1985 e 1992. A conta estaria hoje em R$ 7 bilhões. A empresa, por sua vez, deve R$ 5,7 bilhões ao Aerus.

 

O caso teve vitória da Varig em todas as instâncias e, no STF, na última tentativa da União de reverter a condenação, a relatora, ministra Cármem Lúcia, votou a favor da companhia.

Para garantir a renda mensal, Marcia e Isa tiveram de vender bens

http://www.clicrbs.c...3&section=1008#

fonte: Caio Cigana para o jornal Zero Hora 20 jul 2013

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é... um resumo do que houve de podre na aviação brasileira dos anos 2000...

 

a oração é a mesma, é só trocar o sujeito. TR, VP, RG...

 

o pior que a varig era uma fundacao sem ter uma pessoa de fato como dono. e TR e VP cujos "donos" que quebraram as empresas desfilam livremente por aih?

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O problema disso é usar dinheiro da união (dinheiro PÚBLICO) para cobrir as m&$D@# de um fundo PRIVADO administrado com falcatrua e amadorismo.

 

Na época áurea da VARIG, esta nunca solicitou ao DAC para cancelar o HOTRAN de voos daquela época hoje pintados como deficitários, e muito menos convidou o povo (que hoje querem que pague a conta) para comer caviar e espeto corrido a bordo !

Mas o pessoal do AERUS levava toda família a bordo, "de graça", afinal, ele era "O" comandante........

(De graça entre aspas porque a conta demorou mas chegou)

 

 

A União, através de alguma autarquia ou órgão, falhou em não fiscalizar alguns contratos?

Possivelmente sim.

Estes trabalhadores que contribuíam com o fundo falharam em não acompanhar a contabilidade?

CERTAMENTE sim.

 

(Prevejo ouvir "aahhh mas meu trampo era voar e não pensar em contabilidade". Esse tipo de argumento nem merece uma resposta)

 

 

Eu sei que muita gente aqui trabalhou e contribuiu com esse fundo almejando uma aposentadoria que nunca chegou, mas eu sinceramente não acho que um ex-comandante da VARIG seja "melhor" ou "mais merecedor" do que um outro trabalhador CLT de qualquer empresa comum que levou golpe de um fundo privado que ele escolheu por livre e espontânea vontade.

 

Particularmente acho que a prioridade da União deveria ser no sentido de dar condições dignas aqueles brasileiros que nunca entraram a bordo, ou que nunca comeram caviar nem espeto corrido dentro de um MD-11 da finada empresa.

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Por mais triste que seja a história, não acho moralmente correto chamar o povo para pagar a conta de fundos privados (até porque no povo se podem achar histórias muito mais tristes que esta!). Nem mesmo está baseado em termos legais. E não me convence uma responsabilização objetiva ao Estado pela má gestão do fundo que não teria sido captada pela SPC (área da Prev. Social que lida com os planos privados) - porque o crime e o malfeito civil por definição independem de fiscalização: eles existem por si só, no "sono do quotista" frente ao uso do dinheiro do fundo no giro da própria aérea.

 

 

Isso porque se voltássemos no tempo e fizéssemos a pergunta "o que acha de usar o dinheiro do fundo na própria VARIG?", o próprio quotista teria apoiado o uso porque ver-se-ía sem salário e desempregado imediatamente se contrário fosse: a VARIG teria falido há muito mais tempo por falta de dinheiro de giro.

 

 

Enfim, responsabilizar o povo por desvios de gestão não parece certo. Deveriam é centrar esforços no litígio da Defasagem Tarifária, que, se realmente correto e ganho, a indenização deve ser descontada para pagar os as exigências da Justiça do Trabalho e verbas rescisórias e, com o saldo, pagar os tributos das taxas Infraero cuja VARIG se apropriara indebitamente ao falir. Com as sobras disso, na ordem correta legal, ir atendendo a todos até chegar o AERUS.

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Thiago concordo 100% porem deixo uma pergunta no ar, baseado em seu raciocinio comecamos quando a demitir na Petrobras? BB? CEF? Fundo de pensao dos servidos publicos federais, estaduais, etc..? Nao se paga a conta de alguns com o meu dinheiro e se nega a pagar a conta dos outros.. empresa publica tem direito a tratamento diferente?Funcionario do governo merece torrar toda a minha grana e deixamos assim? Quando temos velinhos morrendo a gente deixa morrer mesmo afinal a empresa era privada portanto que se dane...Desculpe a sinceridade do meu post mas este assunto comeca a no minimo dar nojo!

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PilotoKAL, os planos de pensão do pessoal do Bancossauro, Petrossauro, Eletrossauro e outras sauros por enquanto são pagos com as gerações de caixa das próprias companhias. Esse equilíbrio está começando a não existir no caso da Eletrossauro, dado a porrada que levou com a MP579 do Gov. Federal - pedindo necessariamente a demissão de funcionários (ou um aporte financeiro) para reequilibrá-lo.

 

Podemos discutir se é moral ou não a empresa pública bancar plano de pensão pra seus empregados - porquanto seria "nosso dinheiro", mas inegavelmente a questão é diferente, porquanto os planos deles - como eu dissera - estão equacionados com a geração de caixa dos próprios empreendimentos: muito diferente do caso AERUS, em que se pleiteia financiar com impostos.

 

Os empregados de empresas públicas conseguiram esse "direito" por meio de sua atuação sindical e realmente causam custos maiores às companhias - daí que se podia discutir. Já os funcionários públicos conseguiram o mesmo via FUNPRESP (por meio de lei, que institui o fundo público geral) e esse fundo último tende a diminuir - e não aumentar - os custeios por impostos a aposentadorias públicas...

 

A questão não devia dar nojo, temos de discuti-la: o fato do pessoal afetado estar idoso não muda a situação bananosa em que se tornou - todos nós somos beneficiários ou vítimas das decisões que todos fazemos enquanto somos jovens, não? Falo isso em termos abstratos, porque do jeito que eu escrevi essa frase, a princípio poderia dar a entender que eles são os únicos culpados de sua situação complicada (e não são!) mas, na verdade, importantes co-autores (até pela característica de Fundação que a FRB-VARIG se perfazia).

 

Quanto à pergunta que você deixou no ar - demitir na Petrobras, CEF, BB, etc: minha resposta pra você seria - o quanto antes, melhor: contando seus funcionários e terceirizados, estão terrivelmente inchadas em comparação aos seus pares privados sob quaisquer indicadores: podiam funcionar melhor se fossem enxutas e com processos melhores.

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Thiago opiniao e assim mesmo porem o ideal e sempre se discutir tendo nocao precisa do assunto, o fundo foi criado em 1983 e muitos dos assistidos a epoca tinham mais de 50 anos(quando da criacao do fundo) portanto estavam longe de ser jovens, novamente quanto a serem co-autores ou co-participantes, o fundo se tratava de contribuicao privada+ percentual de apssagens emitidas + participacao dos cotistas, ou seja, nao era apenas da Fundacao..Quanto as empresas publicas lamento mesmo pagar os impostos que pago sem ter a contrapartida minima deles, senao um tratamento de qualidade, pelo menos um tratamento educado e cordial.Desculpe empresa publica NAO (botei em maiscula mesmo) gera caixa, empregado de empresa publica e estavel e tem seu fundo de pensao garantido por mim(lembra? o publico? este mesmo que esta morrendo lentamente em funcao do nao pagamento das pensoes , isto no caso do Aerus pelo menos).Nao vou entrar no merito da qualidade dos servicos publicos em nosso pais, creio que as ruas falam por mim...

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Bonotto, não sei todos, mas muitos ex-Aerus estão dependendo mais do INSS que da Aerus para sobreviver.

 

Complicado....

 

Meu pai foi diretor superintendente da Sadia, tinha um plano privado da empresa (Fundação Atilio Fontana) e depois de pagar uma baba a vida inteira a fundação foi desmantelada pela vias obscuras da lei...meu pai faleceu ha exatos um mês atras e minha mãe vai receber algo proximo a r$ 3000.00 /mes....menos, mas muito menos que meu pai contribuiu por mes durante mais de 25 anos como diretor da Sadia....

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Complicado....

 

Meu pai foi diretor superintendente da Sadia, tinha um plano privado da empresa (Fundação Atilio Fontana) e depois de pagar uma baba a vida inteira a fundação foi desmantelada pela vias obscuras da lei...meu pai faleceu ha exatos um mês atras e minha mãe vai receber algo proximo a r$ 3000.00 /mes....menos, mas muito menos que meu pai contribuiu por mes durante mais de 25 anos como diretor da Sadia....

 

Esse plano da Sadia eu não conheço, teria de investigar o caso em questão, Bonotto, sobre o tipo de plano seu pai pagou. Antigamente vigia um sistema em que se sabia de antemão quanto se receberia no futuro. Conforme as pessoas foram vivendo mais e os padrões da contabilidade nacional melhorando, manter um plano desse jeito ficou caríssimo para o quotista e também pra empresa que o mantinha. Daí que muitos desses planos mudaram por determinação das empresas mantenedoras pra um sistema em que o quotista só sabe de antemão o quanto se contribui: o quanto se recebe você só descobre no fim da vida laboral. Talvez seja por isso que seu pai receba menos do que ele achava que receberia.

 

Previdência Privada no Brasil não é coisa nova, tem desde os anos 70. Entidades como a Mongeral e a CAPEMI deram balão em milhares de pessoas e nem por isso se pede que o povo pague por isso. Meu pai mesmo contribuiu anos a fio num plano da CAPEMI - Caixa de Pecúlios Militares - por mais de 20 anos pra ter uma aposentadoria complementar. A empresa de alguma forma zicou, virou CAPEMISA e após o tempo todo ofereceu uma aposentadoria de R$ 3,00 por mês por "causa da inflação". Está correndo na justiça se a CAPEMISA é sucessora da CAPEMI e, se sim, que diga que cálculo bizarro que fora feito. Até lá, é fumo tomado do plano: e não se pede que impostos de contribuintes paguem esse preju.

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Esse plano da Sadia eu não conheço, teria de investigar o caso em questão, Bonotto, sobre o tipo de plano seu pai pagou. Antigamente vigia um sistema em que se sabia de antemão quanto se receberia no futuro. Conforme as pessoas foram vivendo mais e os padrões da contabilidade nacional melhorando, manter um plano desse jeito ficou caríssimo para o quotista e também pra empresa que o mantinha. Daí que muitos desses planos mudaram por determinação das empresas mantenedoras pra um sistema em que o quotista só sabe de antemão o quanto se contribui: o quanto se recebe você só descobre no fim da vida laboral. Talvez seja por isso que seu pai receba menos do que ele achava que receberia.

 

Previdência Privada no Brasil não é coisa nova, tem desde os anos 70. Entidades como a Mongeral e a CAPEMI deram balão em milhares de pessoas e nem por isso se pede que o povo pague por isso. Meu pai mesmo contribuiu anos a fio num plano da CAPEMI - Caixa de Pecúlios Militares - por mais de 20 anos pra ter uma aposentadoria complementar. A empresa de alguma forma zicou, virou CAPEMISA e após o tempo todo ofereceu uma aposentadoria de R$ 3,00 por mês por "causa da inflação". Está correndo na justiça se a CAPEMISA é sucessora da CAPEMI e, se sim, que diga que cálculo bizarro que fora feito. Até lá, é fumo tomado do plano: e não se pede que impostos de contribuintes paguem esse preju.

 

Tenho 2 dúvidas:

 

 

Esses planos de previdência privada de Bancos são confiáveis?

 

Quais seriam as opções para um Cmte que se aposenta hoje para não passar sufoco no fim da carreira? Previdência Privada? Franquias? Negócio próprio?Ações?Imóveis?

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Po, cara, a segunda pergunta é mais difícil: respondo logo a primeira. Os fundos de bancos são confiáveis no tocante em que cada fundo tem seu CNPJ próprio desvinculado do banco - ou seja - o dinheiro lá depositado não faz parte do giro do banco. E cada fundo tem um perfil definido cuja exposição você é que escolhe ao iniciar um: tem os com mais papéis de renda fixa e outros expostos à ações. Quanto à sua viabilidade de longo prazo, eles são tranquilos porque você só resgata o que você mesmo pôs: o fundo não é solidário com ninguém. O seu saco de dinheiro é aquele que você vai resgatar em aposentadoria, cuja forma você escolherá quando for o tempo certo: "perpétuo", "por tempo determinado" ou "resgate numa parcela só". Mas, por outro lado, eles dão no fim das contas uma aposentadoria muito menor que a dos planos fechados, onde há uma empresa depositando junto e gerindo. No caso da VARIG, infelizmente, não deu certo.

 

A segunda pergunta seria um mix de coisas. Não por todos os ovos na mesma cesta: era bom ter um dinheiro líquido na mão pra render, uma previdência privada feita e, porque não, contar com o INSS (e, para isso, contribua direitinho).

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Thiago concordo 100% porem deixo uma pergunta no ar, baseado em seu raciocinio comecamos quando a demitir na Petrobras? BB? CEF? Fundo de pensao dos servidos publicos federais, estaduais, etc..? Nao se paga a conta de alguns com o meu dinheiro e se nega a pagar a conta dos outros.. empresa publica tem direito a tratamento diferente?Funcionario do governo merece torrar toda a minha grana e deixamos assim? Quando temos velinhos morrendo a gente deixa morrer mesmo afinal a empresa era privada portanto que se dane...Desculpe a sinceridade do meu post mas este assunto comeca a no minimo dar nojo!

 

Entendo sua revolta, mas a resposta para a pergunta é :

 

Empresa pública (contratos CLT) tem direito a tratamento diferente do que empresa privada? em geral não.

 

Órgãos do governo (contratos estatutários) tem direito a tratamento diferente do que empresa privada? em geral sim.

(exceto para os novos concursos que estão sobre regras diferentes)

 

É o que está na Lei há décadas.

Se você não concorda, se eleja e/ou eleja quem também discorda, e que consiga mudar isso num mandato de 4 anos.

Boa sorte.

 

 

Lembrando que o grande gasto, que gera todo déficit global com aposentadorias e pensões do governo federal, é advindo das pensões e aposentadorias de militares e políticos.

 

Dos servidores concursados civis, o governo arrecada mais em cima de quem está ativo trabalhando do que gasta com aqueles que se aposentaram.

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Meus prezados:

PRESSÃO DO AERUS

Aposentados têm apoio de Renan

Os 25 aposentados e pensionistas do Instituto Aerus que estão acampados no Congresso Nacional, em Brasília, conseguiram ontem o apoio do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O senador tentará marcar reunião com a presidente Dilma Rousseff em busca de solução para o caso de quase 20 mil aposentados das extintas empresas aéreas Varig e Transbrasil. O fundo de pensão está sob intervenção do governo há sete anos.

 

fonte: jornal "Zero Hora" 8 ago 2013

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